O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 09/02/2020
No filme nacional “Serra pelada”, é abordado em um de seus arcos, a temeridade às DSTs na década de 1980, principalmente a AIDS. Assim, no século passado, era comum o medo e o uso de preservativos para defender-se da transmissão dessa e de outras doenças - como gonorreia e sífilis. Entretanto, a juventude vivencia um período de maior controle biológico, e infectantes são mais facilmente tratados, levando ao descuido.
Dessa forma, antirretrovirais e a existência de outros medicamentos, possibilitaram o tratamento e reduziram o temor quanto às doenças venéreas. À exemplo da AIDS, classificada pela OMS como doença crônica - mesma categoria da diabetes - na qual você pode prolongar a vida com fármacos. Em vista disso, pode-se relacionar a diminuição do uso de preservativos com uma falsa sensação de segurança. Ademais, alia-se ao sucesso de outros métodos contraceptivos - como a pílula de estrógeno ou progesterona - que dispensam o uso de uma barreira fisica.
À vista disso, a DKT International, organização sem fins lucrativos, em 2017, realizou uma pesquisa no Brasil e constatou que 47% dos jovens com idade entre 14 e 24 anos não usam camisinha. Logo, o descuido - análago ao retorno do sarampo pela falta de prevenção - provocou aumento de HIV em 21% de 2010 a 2018, enquanto no mesmo período, houve queda de 16% no planeta - segundo às Nações Unidas. Desse modo, os dados apontam que a ingenuidade quanto às DSTs provocaram aumento da ocorrência entre os jovens brasileiros.
Nesse contexto, é imperioso o estimulo à cuidados preventivos que reduzam os índices crescentes. Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde, por meio das Secretárias de Saúde, promovam e reforcem campanhas nas escolas, em especial no ensino fundamental II - pois é o inicio da puberdade e consequente maturação sexual - e durante todo ensino médio. Em que, abordem o uso da camisinha, além do tratamento para as DSTs e seus riscos. Para que, então, os jovens levem esse conhecimento na sua vida sexual ativa e inibam as chances de contraírem patologias ligadas ao ato.