O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 15/02/2020

A segunda temporada da série “Sex Education” lançada pela Netflix em 2020, aborda em alguns de seus episódios, a problemática sofrida pelo colégio Moordale Secondary devido a um surto de clamídia no ambiente escolar. O aumento de DSTs entre os jovens retratado na série é uma realidade preocupante, já que tal cenário não se limita à ficção, mas também se faz fortemente presente na conjuntura atual; seja pela desinformação, ou pela banalização dos métodos de proteção existentes.

Assim como na série, uma entrave é o fato da questão sexual no Brasil ainda ser vista como um tabu; devido a esse fato, os familiares não orientam os filhos acerca da educação sexual, desencadeando em uma série de infecções e doenças que poderiam ser evitadas. De acordo com o artigo 169 da Constituição Federal, saúde é um direito de todos e um dever do estado, logo, a ineficácia do estado e a dificuldade das famílias quanto à educação sexual devem ser solucionadas.

No cenário fictício abordado na série, o surto da doença levou a uma histeria coletiva entre os alunos, e a exclusão dos infectados, pois acreditava-se, por desinformação, que se tratava de uma doença de transmissão respiratória; porém, na realidade vai muito além disso. Os jovens infectados precisam lidar não só com danos físicos, neurológicos, reprodutivos e sociais, mas também com o preconceito, o sofrimento e a exclusão social, acarretando em sérios problemas de origem psicológica.

Destarte, para que o índice de DSTs entre os jovens brasileiros diminue, é preciso que o ministério da educação, em parceria com as escolas,  disponibilizem aulas de educação sexual. Ainda, faz-se necessário que o ministério da saúde promova campanhas voltadas para o público específico jovem e, para isso, não se limite, mas utilize midías digitais, cursos presenciais e online, palestras, folhetos; a fim de que aumente o populacional alcançado pelas campanhas e conscientize a população acerca da importância do uso de preservativos durante as relações sexuais. Assim, poderemos caminhar rumo a igualdade pregada no artigo 5 da Constituição federal brasileira.