O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 17/02/2020

Nos antepassados de Roma acreditava-se que as doenças sexuais eram castigos lançados por Vênus- a deusa do amor- por isso seu nome foi dado às doenças venéreas. hodiernamente, apesar do acesso dos jovens brasileiros a mais informações, indubitavelmente o número de contaminação é maior, porque o comportamento sexual tornou-se irresponsável e desprotegido, devido à ausência de políticas públicas efetivas que auxiliem a quebra do tabu sexual, e a ausência de consciência de grande parte dos adolescentes sobre a importância da proteção dos órgãos genitais. Essa realidade constitui um desafio a ser resolvido não somente pelos poderes públicos, mas também por toda sociedade.

Primordialmente, com a globalização veio exorbitantes números informacionais, todavia isso não significou um aumento do senso crítico, pois na faixa etária dos 20 aos 24 anos, a taxa de detecção subiu de 16,2 casos por 100 mil habitantes, em 2005, para 33,1 casos em 2015, informou o Ministério da Saúde. Dessa forma, os pubescentes não têm medo das enfermidades, visto que acreditam que nunca irão pegar, por isso a questão deve ser tratada de forma cotidiana nas escolas e faculdades para que haja um conhecimento pleno da questão.

Conforme o pensador e ativista francês Michel Focault, é preciso mostrar que as pessoas são mais livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos. Baseado em Michel, o tabu sexual  é uma corrente que aprisiona a mente da juventude para que não fale da sua vida genital com profissionais da saúde ou até mesmo com os pais, uma vez que a sociedade é muito preconceituosa com quem faz tal ato, não obstante auxílios são necessários tanto da parte da área da saúde como psicológica para que o senso comum reduza. Isto posto, será possível desmitificar o sexo na adolescência.

Destarte, medidas são necessárias para reduzir a contaminação dos jovens com DSTs. Por conseguinte o Ministério da Saúde deve fazer investimentos em campanhas midiáticas, mas deve usar a linguagem própria da faixa etária 15-24 anos de idade, pois assim irão alcançar mais o público alvo e fornecer senso crítico para tais. Ademais, influenciadores como Whindersson Nunes e Mari Maria devem participar de projetos e fazer propagandas sobre o valor da camisinha para evitar AIDS, gonorreia, herpes e outros e também ONGs que já são específicas do gênero adolescente devem fazer campanhas, debates, cursos, palestras e distribuição de panfleto desconstruindo principais mitos dessa fase. Indubitavelmente, o Ministério da Educação deve entrar em parceria com escolas fornecendo profissionais da saúde e psicólogos para que o tema seja abordado. Com isso a redução irá acontecer.