O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 23/02/2020
Segundo a Constituição Federal de 1988, é garantido a todo e qualquer indivíduo o direito à saúde e qualidade de vida.Entretanto, tal plano teórico não se aplica totalmente à realidade brasileira, uma vez que há um aumento de DSTs entre jovens brasileiros.Nesse contexto, o poder público demonstra-se ineficiente no que tange alertar essa parcela da população acerca dos perigos dessas doenças, juntamente com um precário ensino e banalização desse âmbito nas escolas e famílias, dificultando a atenuação da problemática.
A priori, observa-se algumas distorções governamentais no cumprimento de seus deveres e, especificamente, em desenvolver meios eficazes de difundir as prevenções contra DSTs.Nesse viés, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, no Contrato Social, o indivíduo abre mão de parte de suas liberdades e delega funções ao Estado, a fim de atingir o equilíbrio social.Sob essa perspectiva, o governo falha na medida que não foca suas campanhas e a comunicação delas no público jovem.Por conseguinte, essas propagandas carecem de um vocabulário mais aproximado da realidade do jovem, além da necessidade de se mostrarem mais aparentes em locais comuns a essas pessoas, como nas redes sociais.
A posteriori, é evidente que a sexualidade ainda é tratada como tabu no atual tecido social e, especificamente, nas redes educacionais.Nesse ínterim, assim como estabelecido pelo filósofo Michel Focault, institutos de ensino priorizam a ordem a disciplina em detrimento da formação cultural do indivíduo.Nessa conjuntura, as escolas deixam de abordar assuntos como os perigos do ato sexual sem proteção, além de como prevenir DSTs adequadamente.Portanto, o aluno carece de informação e orientação profissional, permanecendo na alienação em relação a esse assunto e, futuramente, podendo acabar adquirindo doenças como Sífilis ou AIDS.
Dessa forma, a fim de solucionar as raízes da problemática e as mazelas a ela ligadas, medidas interventivas fazem-se necessárias.Destarte, é dever do Estado criar campanhas nas mídias sociais a respeito da prevenção de DSTs, financiando influenciadores populares das camadas mais jovens a alertar sobre o assunto, buscando tornar a comunicação mais efetiva e entendível para o público alvo.Somado a isso, é importante que o Ministério da Educação proporcione às escolas palestras ministradas por profissionais da área da saúde, orientando sobre os perigos de se ter relação sexual sem proteção e a como prevenir doenças sexuais, buscando assim, diminuir o número de pessoas infectadas.