O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 13/08/2020

A década de 80 é lembrada, entre outras coisas, pelo “boom” da AIDS, a qual é causada pelo HIV e é uma das várias infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) como gonorreia e sífilis, por exemplo. Sabe-se que a medicina evoluiu nos tratamentos ou cura  de mitas outras ISTs, entretanto, no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, a quantidade de jovens que contraem essas infecções não para de aumentar. Para diminuir esse índice é  necessário, então, por exemplo, trabalhar a educação sexual em casa e nas escolas.

Primeiramente é preciso entender porque a juventude faz sexo desprotegido, principal causa de contágio. Isso ocorre porque no Brasil a relação sexual ainda é um tabu. Nas famílias não se discutem as coisas boas nem os perigos de transar sem proteção. Segundo o psicólogo Vygotsky, nossas habilidades são reflexo das nossas fases de infância e juventude, então, se esse tabu for desconstruído e o núcleo familiar conversar sobre sexo com a linguagem apropriada para a infância, esses índices tem alta probabilidade de diminuir.

Além disso, é necessário compreender que esse assunto também é negligenciado pelo Estado. Entretanto, saúde e educação são direitos garantidos pela Constituição Federal de 1988 em seu artigo 6º. Desse modo, se a saúde fosse um tema presente nas escolas, não só as ISTs seriam menos recorrentes, mas também outras doenças, pois essa discussão pode funcionar como uma prevenção eficaz.

Portanto, para diminuir os casos de ISTs entre jovens no Brasil, o Ministério da Educação deve incluir educação sexual básica nas escolas por meio da adoção desta na Base Nacional Comum Curricular. A disciplina deverá ser elaborada por profissionais qualificados como pedagogos, agentes de saúde e psicólogos para que o ensino seja ministrado com uma linguagem ideal para a infância e adolescência. Além disso, a família deve ser incluída na discussão por meio de palestras e debates, tudo isso com a finalidade de construir uma geração de jovens prevenidas quanto às ISTs.