O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 17/03/2020

Qualquer pessoa sexualmente ativa, independente de faixa etária, classe social ou opção sexual, pode contrair uma doença sexualmente transmissível, afirmação essa feita pela Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis. Dessa forma, devido a desinformação que parte dos jovens apresenta, o número de casos de DSTs nessa parte da população tem aumentado, o que pode estar relacionado a falhas nos sistema educacional que acarreta em desinformação por parte dos jovens, situação essa que pode acarretar em sérios problemas de saúde a curto e longo prazo. Assim sendo, a sociedade brasileira precisa reverter essa situação, para que cada vez menos jovens contraiam essas doenças.

Segundo Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Dessa maneira, é necessário que haja um sistema educacional que apresente aos jovens os riscos e formas de se prevenir de DSTs. Entretanto, nem sempre isso ocorre, o que pode contribuir para a manutenção de uma série de estereótipos sobre essas doenças, como a ideia de que só pessoas com comportamento promíscuo ou homossexuais estão suscetíveis a contrair algum tipo de enfermidade sexualmente transmissível, o que faz com que o jovem que não esteja nesse estereótipo não se preocupe sem se prevenir e venha, futuramente, contrair algum tipo de enfermidade sexual.

Por conseguinte, devido à falta de informação sobre esse assunto, a população jovem não consegue reconhecer os meios para prevenção dessas doenças, o que contribui para a elevação dos casos de DSTs. Além disso, segundo o Ministério da Saúde, alguns problemas como a sífilis congênita, começam a se tornar mais frequentes, visto que como o jovem mantém relações íntimas sem a devida proteção, as mulheres estarão vulneráveis a engravidar e, consequentemente, passar essa enfermidade às crianças. Ademais, síndromes como a da imunodeficiência adquirida, podem afetar consideravelmente a qualidade de vida de seus portadores, que necessitarão tomar medicamentos para o resto da vida.

Portanto, o Ministério da Educação deve iniciar nas escolas do país, um programa de educação sexual, no qual o jovem receba materiais e palestras educativa a respeito das DSTs, de modo a explicar para os alunos os mecanismos para a prevenção e o os meios para combater essas doenças, para que assim a desinformação não seja um fator para aumentar os casos de doenças sexualmente transmissíveis no Brasil. Outrossim, é necessário que o Ministério da Saúde inicie um programa de acompanhamento à jovem gestante, para que seja identificado, o mais precoce possível, a presença de alguma enfermidade sexual que possa ser passada ao feto, e que se caso seja presente, seja devidamente tratada, de modo a evitar a transmissão dessas enfermidades para a criança.