O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 21/03/2020

No livro “Depois daquela viagem”, a adolescente Valéria Piassa Polizzi narra como lida com a aids após contraí-la em sua primeira relação sexual aos 17 anos. Esse cenário é cada dia mais comum a realidade brasileira, afinal é crescente o número de jovens contaminados por doenças sexualmente transmissíveis, quadro que evidencia um grave problema de saúde pública, pois pode acarretar sérios impactos à saúde das vítimas. Entre as razões desse fenômeno estão a falta de informação e a resistência ao uso de preservativos. Logo, remediar tal questão é imprescindível.

Primeiramente, vale ressaltar como a falta de informação contribui para o aumento do contágio das DST`S entre os jovens. A esse respeito, na década de 20, após a descoberta da aids, muito se discutiu sobre o assunto, e isso contribuiu para uma queda no número de contaminados pelo vírus. No entanto, essa redução de vítimas provocou uma diminuição nas divulgações de métodos sexuais preventivos. Prova disso, é a inexistência de campanhas periódicas que orientem e informem a população e, principalmente, os jovens sobre a importância do uso de preservativos como a camisinha, por exemplo, a qual, segundo a Organização Mundial de Saúde, é a ferramenta de proteção mais eficaz em se tratando de DSTS.

Em segunda análise, a resistência ao uso de preservativos também está entre as raízes do avanço dessas transmissões. A cerca dessa premissa, dados divulgados pelo Ministério da Saúde, apontam que 58% dos jovens no Brasil não usam camisinha. As causas desse índice, conforme órgão, estão relacionadas ao fato de muitas doenças sexualmente transmissíveis, como a Gonorreia e a Sífilis, serem silenciosas em relação aos sintomas e de difícil identificação visual. Sendo assim, esse contexto, causa a impressão de que o indivíduo está saudável, propiciando o descarte da proteção.

É importante, portanto, que medidas sejam tomadas para atenuar esse problema. É preciso que o governo amplie as campanhas nacionais de combate às doenças sexualmente transmissíveis, em intervalo de novelas, jogos, salas de cinema e de teatro, por meio do compartilhamento de informações sobre a forma de usar e a importância da ultilização dos preservativos. Além disso, tais comerciais devem esclarecer sobre os principais sintomas dessas doenças, Já que é fundamental conhecer as causas e as formas de resolver o problema, promovendo a orientação e o combate frente a esse emblema. Isso deve ser feito para que haja uma interrupção do ciclo de contaminação entre os jovens brasileiros.