O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 23/03/2020

Na série “Elite”, uma das personagens principais é diagnosticada com AIDS, uma das doenças sexualmente transmissíveis sem cura, e sofre com a repulsa e a incompreensão dos colegas. Fora da ficção, essa é a realidade de diversos jovens que contraem uma dessas doenças no Brasil, seja por descuido ou falta de informação.

De acordo com a OMS, Organização Mundial da Saúde, 1 milhão de pessoas contraem DSTs por dia, a grande maioria sendo jovens. Esse aumento significativo se deve à falta de educação social e a banalização do uso de camisinhas, que são distribuídas gratuitamente em postos de saúde. O alastro de notícias e crenças falsas, como a ideia de que apenas homossexuais podiam contrair HIV, também são responsáveis pelo avanço. O descuido está cada vez mais presente em conjunto com a falta de comunicação principalmente entre famílias.

Em épocas passadas, relação sexual e métodos preventivos eram considerados assuntos tabus na sociedade, causando inclusive constrangimento acerca do assunto. Portanto, jovens não tinham informações passadas por familiares e nem pela escola, as quais abordavam ainda menos a problemática, de modo que a prevenção era ainda menor e a informação era escassa.

Entretanto, na atualidade, essa temática é mais normalizada e há mais informações sendo divulgadas via meios tecnológicos. Na Internet, há campanhas e discussões se tratando de transmissões de doenças e modos de se prevenir, sendo uma ferramenta de pesquisa bastante utilizada por jovens por desmentir mitos e deter o acanhamento de conversar com um adulto ou responsável. Porém, essa parte da sociedade insiste no desuso do preservativo masculino e feminino, muitas vezes por não acharem útil ou não acreditarem na gravidade do problema.

Desse modo, é necessário que, em união com o professor de biologia, haja a inclusão de aulas de educação sexual na grade curricular de escolas para que a informação seja passada de forma correta. É preciso, também, que o Ministério da Saúde promova palestras em escolas e espaços públicos, de modo a carregar estatísticas e conhecimento para áreas não privilegiadas e de pouco acesso, como periferias. Com as medidas certas e a conscientização da população jovem, o número alarmante de infectados pode diminuir significativamente.