O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 29/03/2020
No trecho ‘‘Vou-me embora para Pasárgada’’. Manuel Bandeira nesse poema retrata um lugar melhor do qual ele se encontrava naquele momento. Talvez, atualmente, o poeta desejasse ir ao local ao se deparar com jovens contraindo cada vez mais DSTs no Brasil. Nesse sentido, a falta do uso de camisinha e a desinformação sobre o assunto corroboram para um profundo impacto na saúde de adultos e crianças.
Primordialmente, a ausência do método contraceptivo, já abordado no texto, durante o ato sexual é uma porta para as mais diversas doenças sexualmente transmissíveis. Contudo, segundo o site notícias.uol, apenas quatro entre cada dez jovens fez sexo com preservativo no ano de 2016. Logo, isso comprova o não uso da camisinha durante as relações sexuais. E junto a isso, existe uma grande falta de informação sobre o assunto, pois entre os dez jovens consultados apenas 21,6% acha que a doença AIDS possui cura. Gerando uma falsa sensação de segurança.
Consequentemente, essa banalização dos males das DSTs ocasiona no sistema de saúde global, doenças endêmicas e persistentes, impactando bastante também a saúde de crianças. Pois houve um registo em 2016 feito por pesquisadores da Organização Mundial de Saúde, que aponta 200 mil fetos natimortos. Isso tudo em consequência da evolução da doença e da falta de conscientização dos jovens sobre essa problemática. Essa inconsequência desse grupo deve também ao fato da subdiagnose ou seja vários indivíduos não são diagnosticados e acabam infectando outros.
Portanto, medidas são necessárias para resolver a ignorância sobre o assunto e a falta de uso do método contraceptivo. É necessário que o Ministério da Educação, junto ao da Saúde, conscientize e oriente sobre a temática, por meio de palestras feitas em escolas, faculdades, propagandas e programas de TV em um horário acessível a todos. É preciso que haja um profissional da área de saúde informando e explicando como os jovens devem agir sobre o problema. A fim de uma sociedade mais consciente sobre sua saúde. Só assim Manuel Bandeira desejaria permanecer no Brasil.