O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 28/03/2020
No documentário “Cartas para além do muro” é narrada a evolução do HIV no Brasil da década de 80 até os dias atuais, mostrando que hoje, mesmo com acesso gratuito à prevenção e ao tratamento da AIDS, os números têm crescido exponencialmente. Nesse contexto, portanto, é importante notar o aumento de DSTs entre os jovens como consequência da falta de discussão familiar sobre comportamento sexual somada ao ensino de escolar de modo pouco cidadão.
De início, o crescimento de DSTs ocorre devido à falta de diálogo entre pais e filhos acerca de temas relacionados à sexualidade. Tal problemática advém de um ciclo persistente de preconceitos e moralismos repassado por gerações; porém, o jovem atual dispõe de maior liberdade sexual e a exerce - muitas vezes - sem orientações essenciais. Por conseguinte a isso, há o aumento vertiginoso de DSTs entre os jovens, mesmo com acesso gratuito a preservativos por meio do SUS. Prova dessa realidade, segundo revista O Globo, é que 41% das famílias não conversam sobre sexo, isto é, esse dever das famílias tem sido negligenciado, causando grandes impactos na vida do público juvenil e nos gastos desnecessários do sistema de saúde. Portanto, os responsáveis devem ser alertados sobre a importância de educar sexualmente seus filhos para que a sociedade não seja prejudicada.
Em segundo lugar, o aumento de DSTs entre jovens emerge de uma “Educação bancária”, termo criado pelo pedagogo Paulo Freire para caracterizar um ensino automatizado, ou seja, o educando é tratado como um depósito de informações, assim não desenvolve um pensamento crítico para formar a si mesmo e a sua sociedade. Essa realidade “bancária” se aplica à educação sexual escolar, pois a preponderância de termos técnicos atrelada a falta estímulo para reconhecer a fundamental importância de se prevenir de doenças como AIDS, sífilis e HPV impedem a formação da responsabilidade cidadã. Assim o jovem não absorve de forma eficaz o conhecimento necessário para que adote comportamentos sexuais saudáveis e cumpra seu dever social em proteger o outro. Logo, é imprescindível que a escola faça a juventude reconhecer no uso do preservativo um pacto social.
Em suma, diante do aumento de DSTs entre jovens, é preciso que as Governo Federal em parceria com as diversas mídias criem campanhas massivas a importância do sexo não ser um “tabu” nas famílias, isso por meio de programas em horários nobre na TV, eventos anuais nos parques públicos e “semana da sexualidade” nas Unidades Básicas de Saúde a fim de normalizar o temas sexuais de modo saudável. Somado a isso, as escolas devem criar aulas sobre educação sexual de modo mais dinâmicos por intermédio conteúdo colaborativo de psicopedagogos, enfermeiros e alunos que semanalmente debaterão sobre sexo seguro objetivando cumprir com a responsabilidade social.