O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/04/2020

No ano de 2018, uma mudança de nomenclatura foi aplicada ao termo DSTs, sendo agora conhecido e divulgado como ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis). Apesar da troca ocorrida, os efeitos causados por essas contaminações ainda são os mesmos e seu surgimento aumenta cada vez mais entre os jovens do Brasil devido à falta de informação, ou banalização da própria, e ao não uso de métodos contraceptivos.

Em primeira instância, nota-se que a juventude atual desenvolve certa trivialização em relação as atividades sexuais e suas possíveis consequências. Isso decorre da mídia ter se tornado uma grande influência quando se trata de sexualidade, pois, nesse meio, informações sobre segurança antes, durante e depois do sexo são raras, sendo privilegiado apenas o ato em si. Aliado a tal fato, observa-se como a parte jovem da população na maioria das vezes não tem conhecimento fornecido pelas próprias famílias, assim deixam de procurar sobre o tema, ou simplesmente aceitam respostas precárias providas pela internet e outros meios de informação. Um exemplo de transmissão errônea sobre o conteúdo em questão aconteceu em 2016, quando na novela Malhação, exibida pela rede Globo, um jovem com aids esbarra na colega de classe provocando um corte e a mesma fica receosa de adquirir a doença mesmo sem contado sanguíneo.

Ademais, ligado intrinsecamente a isso, nota-se a diminuição do número de jovens usando camisinha, maneira mais eficaz contra as ISTs, durante os atos sexuais. Sendo assim, pode-se analisar que ignorar o método contraceptivo é um problema comum entre a população brasileira, especialmente se tratando de adolescentes, e está ligado a várias razões, como coerção do parceiro na hora do sexo, desconhecimento da importância do recurso, crença de sua utilidade apenas na prevenção da gravidez. Diante disso, uma pesquisa realizada pelo site de notícias UOL, em 2016, apresentou que, entre a juventude na faixa etária de 15 a 24 anos, a cada 10 jovens apenas 4 usaram preservativo durante as atividades carnais.

À guisa de conclusão, o aumento de ISTs entre os jovens brasileiros se dá por dois fatores essenciais: descaso com as informações sobre o tema e decadência do uso da camisinha. Logo, o Ministério da Saúde deve conscientizar as famílias sobre a importância do diálogo e a a quebra do tabu, por meio de conferências e exposições com médicos e sexólogos nos municípios, para que o tema seja abordado de forma clara e correta. Além disso, as mídias devem incentivar o uso de métodos contraceptivos, por meio de cenas em novelas e filmes e de uma abordagem feita nos livros, assim a juventude se familiarizaria e erros tolos sobre saúde sexual não seriam cometidos.