O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 27/03/2020

Na década de 60, aconteceu nos Estados Unidos o festival de Woodstock, criado pelo movimento hippie, em que houve durante três dias seguidos apresentações de cantores da época com a intenção de espalhar o lema de paz, amor e música. Contudo, por causa do excesso de  luxúria ocorrido durante o festival hippie, depois de 40 anos aumentou o número de doenças sexualmente transmissíveis no mundo. Dessa forma, devem ser analisados os fatores que contribuíram para esse aumento, como: a falta de educação sexual nas escolas e o tabu sobre tal assunto no Brasil.

A priori, segundo o filósofo Immanuel Kant “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”, e por isso é notório que os jovens brasileiros negligenciam as doenças sexualmente transmissíveis pela falta de educação sexual nas escolas, o que acaba por ser um dos motivos do crescente aumento das doenças entre essa faixa etária no Brasil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o número de DSTs é alarmante devido a era dos aplicativos de namoro, o que relaciona a falta de educação dos jovens sobre métodos contraceptivos para evitar tal problemática.

Além disso,  é válido ressaltar sobre o tabu da sociedade para com o sexo e as DSTs. Entre as principais doenças existe o HPV, que pode virar câncer do colo de útero nas mulheres, porém para esse há a prevenção por meio de vacinas. Entretanto, algumas famílias brasileiras evitam vacinar os filhos contra o HPV por medo de estarem iniciando precocemente a vida sexual deles, conforme diz a Folha de São Paulo. De acordo com o sociólogo Fernando Henrique Cardoso “As pessoas não têm coragem de quebrar o tabu e dizer: vamos discutir a questão”, o que relata o enorme tabu da população em discutir sobre as doenças sexualmente transmissíveis para os jovens.

Portanto, para diminuir o número de DSTs entre os jovens brasileiros é de extrema importância que as instituições de ensino comecem a ter aulas de educação sexual no ensino médio, a partir de professores especializados e capacitados para tirar dúvidas dos alunos sobre esse tema, e que o mesmo faça uso de apresentações e trabalhos que envolvam a conscientização da família e colegas do convívio do aluno, a fim de conscientizar e educar o máximo de pessoas possíveis. Também é necessário que o Ministério da Saúde promova campanhas e propagandas de conscientização, por meio de veiculação nas mídias sociais e projetos educacionais nas escolas e universidades do país, para quebrar o tabu da sociedade sobre o tema.