O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 29/03/2020

A evolução tecnológica é uma fato presente na atualidade, a camisinha é um dos grandes avanços. Pinturas rupestres presentes na caverna Combarelles na França trazem alguns registros do uso envoltório em torno do órgão genital masculino. Houve uma grande industrialização envolvendo esse produto, desde utilização de um saco de linho até o mais atual produzido por látex. Mesmo com o progresso tecnológico, os números de ISTs entre jovens tem crescido exponencialmente e podemos ligar isso à discriminação e desinformação.

Na séria espanhola “Elite, um dos motivos para a discriminação com alunos de famílias pobres foi a transmissão do vírus HIV de um ex-aluno bolsista para Marina, uma das garotas do colégio. Ao longo da série, vemos a forma que a escola, família e colegas lidam com o diagnóstico da personagem. Na sociedade brasileira esse estigma não ocorre somente pela condição financeira, o preconceito contra os homossexuais, faz com que eles demorem fazer testes, muitos homens gays não procuram ajudam ou procuram tardiamente. É preciso ver de perto o porquê as pessoas não buscam recursos, visto que o Brasil fornece todas as ajudas necessárias gratuitamente através do SUS. Estudos mostram que o tratamento das ISTs  pode reduzir sua capacidade transmissão em até noventa e seis por cento (96%).

Na série da Netflix “Sex Education”, a questão educação sexual é muito discutida. Não muito diferente do seriado, muitos jovens não são educados sexualmente, e por consequência, são expostos a doenças. Infelizmente a falta de informação combinada com a despreocupação, principalmente dos jovens, são fatores determinantes para o aumento da transmissão das ISTs. A única forma de prevenção é o uso da camisinha. É fundamental estar consciente dos riscos, sobretudo quando se desconhece o comportamento e o estado de saúde das/os parceiras/os sexuais. Sendo assim, a educação sexual revela-se de grande relevância para que crianças, adolescentes e jovens tenham conhecimento e acesso à informação necessária em prol da sua saúde e proteção da sociedade atual.

Nesse sentido, é necessário que o Ministério da Educação inclua na ementa das escolas uma disciplina obrigatória sobre educação sexual básica adequada à faixa etária, ministrada por profissionais especializados, através de trabalhos escolares, palestras, filmes, documentários, visando a diminuição de casos de doenças e até mesmo de possíveis abusos sexuais entre crianças, adolescentes e jovens. Junto a isso, é necessário que o Governo Federal e o Ministério da Saúde, desenvolvam palestras, campanhas publicitárias, debates, façam uso das mídias sociais para divulgação de informações. Dessa forma, seria possível atingir toda a população e combater de maneira eficiente as ISTs.