O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 28/03/2020
A série Elite, original da Netflix, mostra o cotidiano dos jovens de Madrid. E nesse cenário fictício, mas não distante da realidade brasileira, uma das personagens principais - Marina - é diagnosticada como soro positivo, o que reflete a banalização do uso de preservativos recorrente da precária educação sexual que ela recebeu. Assim, o aumento de ISTs entre essa faixa etária, no Brasil, também é reflexo de ambos os fatores que, juntos, fortificam o “efeito dominó” de transmissão dessas infecções sexuais.
A priori, a sociedade brasileira insiste em tratar o “sexo” como um tabú. Dessa forma, os pais não trabalham a consciência sexual com os filhos, assim como a Escola não oferece um curso voltado a essa pauta educacional. Essa situação, entretanto, é perigosa, visto que, segundo o site “saude.gov.com”, há aumento de ISTs entre os jovens brasileiros. Por isso, há necessidade da implementação da Educação Sexual nas instituições de ensino, para que, os pertencentes da faixa etária alvo do problema, sejam conscientizados acerca dos perigos que o ato, feito de forma irresponsável, traz a eles e seus parceiros. Essa perspectiva, de acordo com a filosofia freireana, demonstra que aprender é uma forma de se conscientizar, evoluir e atuar de forma coerente em meio social. No que diz respeito ao aumento de ISTs entre os jovens brasileiros, portanto, informá-los é a melhor forma de prevenção e combate a essas infecções.
Em segunda ótica, a banalização do uso de preservativos é reflexo dessa falta de educação sexual do país. Isso vem da cultura de relacionar a camisinha apenas “não-gravidez”, o que corrobora o aumento das ISTs entre os jovens brasileiros. Dessa forma, muitos desses acreditam que o sexo é seguro quando a mulher faz uso da pilula anticoncepcional. Contudo, esse remédio, em termos biológicos, regula apenas a ovulação feminina, impossibilitando a fecundação do espermatozoide e óvulo e, portanto, não combate vírus ou bactérias agentes dessas infecções sexualmente transmissíveis. Nesse sentido, banalizar o uso dessa forma de prevenção é um problema de educação sexual que, de forma silenciosa, agrava a situação de saúde entre esse grupo social.
Assim, para que essa situação mude é necessária a atuação das instituições de ensino e o engajamento individual do jovem. No que diz respeito as Escolas, incluir o curso de Educação Sexual é necessário, disponibilizando debates e palestras ministradas por um profissional qualificado da área, não só para os estudantes, mas para a população próxima - incluindo os pais -, para que assim, o jovem possa se engajar nesse assunto e transmitir, de forma responsável e coerente, informações acercas das ISTs aos demais de sua idade. Fazendo, dessa forma, jús a filosofia freireana.