O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 31/03/2020
As DSTs, que são as doenças transmitidas através do sexo, acarretam em problemas não apenas nos orgãos genitais do infectado, como muitos pensam mas também em outras partes do organismo. Segundo a UNAids, em 2016, foram certa de 48 mil novos casos de AIDS no Brasil, número que vem crescendo e precisa ser reduzido.
Mesmo com o governo fazendo a sua parte, distribuindo preservativos e veiculando constantemente campanhas sobre o tema não é o suficiente pois muitas vezes isso não chega nas cidades mais afastadas e nas populações mais pobres. Alguns também acham que a camisinha serve apenas para impedir uma eventual gravidez, e por esse motivo utilizam outros tipos de contraceptivos que não protegem contra DSTs.
Outro motivo que ajuda na propagação dessas doenças é o fato do sexo ser tratado como tabu no Brasil, principalmente entre os jovens que são os mais atingidos por DSTs. Grande parte dos pais não orientam seus filhos a como iniciar sua vida sexual e prevenir doenças. De acordo com a PCAP realizada em 2013, 43,4% dos jovens não se protegem durante a relação sexual e 74,8% dos mesmos, nunca fez o teste do HIV na vida.
Apesar de muitos brasileiros terem acesso à informações sobre essas doenças, existe o retrógrado pensamento de que não tem como entre tantas pessoas logo ela ser infectada, ou seu parceiro ter alguma DST. Por isso muitos preferem não fazer uso de camisinha por acharem mais prazeroso ou simplesmente mais fácil.
Levando em conta o crescente número de casos de DSTs no Brasil o Governo Federal e os Governos Estaduais, precisam facilitar o acesso à informação e à preservativos, por meio da distribuição de camisinhas em todos os municípios do país, assim como a inserção na grade curricular das escolas de aulas de educação sexual a partir do 8° ano, com o intuito de ensinar aos adolescentes a forma correta de prevenir doenças, não a como fazer sexo. Os pais também devem orientar seus filhos a se proteger, dando preservativos explicando como usar e os levando ao médico quando forem iniciar suas vidas sexuais. Dessa forma, o número de casos de DSTs no Brasil tende a diminuir.