O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 29/03/2020

Com os avanços da medicina ao longo dos anos foi possível chegar em uma solução eficaz para prevenir a população das ISTs. Entretanto, no Brasil, observou-se ultimamente um aumento no número de casos dessas infecções na população jovem. Essa realidade só foi possível pela banalização das relações sexuais e a ausência de educação sexual nos centros educacionais.

Primeiramente, nos últimos anos, no Brasil, vem ocorrendo uma banalização das relações sexuais entre os jovens, principalmente por influência da nova cultura musical brasileira que incentiva à prática sexual sem pudor. Essa realidade se encaixa na teoria da “Banalização do Mal”, desenvolvida pela filosofa Hanna Arendt, na qual mostra como ações, mesmo que erradas, podem ser naturalizadas se replicadas sem a noção das possíveis consequências. Dessa forma, a mídia tem boa parte da responsabilidade pelo aumento das ISTs entre essa camada social, e, portanto, deve atuar no combate à essas infecções de modo à reverter o cenário atual.

Em segundo lugar, de acordo com o pedagogo Paulo Freire, o conteúdo escolar deve ser empregada de forma crítica na vida do estudante. Entretanto, no Brasil, essa teoria quase nunca é aplicada de forma efetiva, principalmente no quesito da educação sexual nos centros educacionais. Dessa forma, muitas vezes os jovens saem das escolas e universidades sem a consciência dos reais problemas que as relações sexuais desprotegidas podem causar na saúde individual e pública. Como consequência disso, o número de casos de ISTs entre os jovens do país vem aumentando gradativamente, resultado de um sistema educacional deficiente e ineficaz no âmbito da conscientização de problemas sociais.

Dessa forma, portanto, os principais canais da mídia, em parceira com o Ministério da Educação, devem unir forças para diminuir a taxa de crescimento de casos de ISTs entre os jovens brasileiros. Essa medida deve ser feita a partir da adoção de disciplinas escolares, como a “educação Sexual” em todos os centros educacionais e de campanhas publicitárias veiculadas em todos os meios de comunicação, mediadas por especialistas e por pessoas de grande influência no meio digital. Como consequência disso, essa camada social estará dotada de uma consciência crítica de modo à perceber os problemas relacionados ao sexo desprotegido e isso implicará numa redução no número de novos casos dessas infecções.