O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 30/03/2020
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1 milhão de pessoas contraem doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) por dia. Esse dado revela que os jovens não estão se prevenindo de modo devido ou não possuem acesso às formas de prevenção adequada. Logo, é imprescindível que os meios de ensino engajem uma educação sexual nas aulas e também ocorra uma conscientização na sociedade sobre os métodos contraceptivos.
A princípio, é direito de todo cidadão ter acesso à saúde e educação tal como está nos Direitos Humanos postulado na Constituição Federal de 1988. Assim, é importante que a sociedade tenha o alcance desses direitos para a prevenção das DSTs, principalmente, por meio das instituições escolares. Devido ao sexo ainda ser tratado como “tabu” no mundo, a inserção da educação sexual nos meios de ensino é dificultada e impede que muitos jovens brasileiros obtenham as informações certas de prevenção. Com isso, a demanda de indivíduos com HIV, sífilis, gonorreia e outras infecções/doenças é crescente.
Além disso, na série “sex education”, na netflix, ocorre um surto de clamídia, -uma DST-, na escola, onde muitos jovens se desesperam utilizando máscaras para prevenir-se devido à falta de informação no ambiente e o personagem Ottis tenta alertar os colegas que o modo de transmissão dessa doença não ocorre pelo ar. Fora dos tablados da ficção, a ausência da conscientização acerca dos meios de prevenção também é um problema na sociedade e isso acarreta no aumento de infectados. Por isso, é importante que a família, a mídia e os meios de ensino colaborem na precaução de doenças na vida sexual do indivíduo.
Portanto, a fim de prevenir o aumento de DSTs entre os jovens, faz-se necessário que o Ministério da Educação insira aulas de educação sexual em instituições escolares por intermédio das aulas de biologia com profissionais da saúde qualificados sobre esse assunto. Ademais, a família e a mídia divulguem as formas necessárias de proteção sem tratarem isso como um “tabu” por meio de propagandas e campanhas e também alertem os jovens que não substituam o preservativo pela pílula anticoncepcional, muito comum atualmente, já que essa não protege contra as doenças/infecções e só deve ser usado em casos de emergência. Assim, a sociedade possa combater o aumento das mazelas na vida sexual dos jovens.