O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/03/2020

Segundo o artigo 1 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a interação familiar e escolar é responsável na formação do ser humano e têm influência direta nas ações praticadas por esse. Assim, o aumento de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) entre jovens brasileiros é responsabilidade direta da falta de comunicação entre pais e filhos, mas também pelo tabu social que controla as instituições de ensino, trazendo a falta de  esclarecimento por parte dessas para os estudantes.

A princípio, segundo o sociólogo Antônio Cândido a sociedade convive em contradição, já que o avanço tecnológico é cada vez maior, gerando também uma facilidade às pesquisas que poderiam ser auxiliadas pelos pais, mas a sociedade também vive com o máximo da falta de diálogos, explicando que os adultos brasileiros se negam a conversar sobre determinados assuntos com os filhos e um deles é direcionado às relações sexuais. Por consequência disso, o jovem não sente segurança no ambiente domiciliar, que deve fornecer as respostas a ele, e realiza esse tipo de atividade sem saber como utilizar os preservativos e sem incentivo familiar para que os use, trazendo assim uma provável Infecção Sexualmente Transmissível.

Ademais, a culpa não é apenas parental, é também escolar, como é relatada na série norte-americana “Sex Education” que têm como personagem principal o jovem “Ottis” que é procurado para responder as dúvidas sexuais dos alunos já que a instituição escolar não tem esse foco. Retornando para a sociedade brasileira, os jovens, geralmente, assistem poucas aulas sobre educação sexual e essas só mostram o tipo de IST indicando a falta de relação sexual como solução, frustrando os alunos, os fazendo ignorar o mal relatado e irem em direção à algum amigo para que esse retire sua dúvida, mas esse, por não ser um profissional adequado, não costuma responder da mesma forma que alguém que trabalha focado a esse assunto.

Portanto, é função das instituições de ensino a contratação de especialistas na área sexual e a promoção de, no mínimo, uma aula por semana de modo que as formas de proteção existentes  fossem apresentadas em aulas teóricas e como utiliza-las na prática, com auxílio  de objetos semelhantes para melhor compreensão e também uma sala especial dedicada apenas à função de consultoria, trazendo um ambiente totalmente confortável para o estudante brasileiro excluir suas dúvidas com o profissional adequado e com o sigilo esperado, com a finalidade de diminuir as Infecções Sexualmente Transmissíveis entre os jovens do Brasil.