O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 29/03/2020
No século XXI, a mídia tem sido um forte meio de propagação de informações, entretanto, no que se refere à educação sexual, salvo exceções, ela contribui para a deturpação de valores e desinformação. Concomitantemente a isso, a necessidade de inclusão em um grupos sociais, leva à mimetização de comportamentos equivocados e que não protegem o jovem durante as relações sexuais, ocasionando o aumento de ISTs. Por conseguinte, é importante a aplicação de uma instrução eficiente, por meio da família e do ambiente escolar para que haja uma diminuição das infecções sexualmente transmissíveis entre os jovens.
Inicialmente, cabe-se a análise do contexto social que influencia a desinformação acerca das relações sexuais. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, um Fato Social atua como um instrumento coercitivo, determinando formas de agir, assim, jovens são, naturalmente, induzidos a copiar comportamentos em busca de aceitação grupal. Dito isso, em virtude de não estarem, de fato, conscientes da veracidade das informações e, portanto, preparados para lidar com as consequências, provocam a propagação de hábitos errados, como o não uso de preservativos, e o aumento de ISTs.
A fim de que essa desinformação e a quantidade de infecções sexualmente transmissíveis sejam menores, é necessária a colaboração entre as esferas familiar e escolar. De acordo com o sociólogo Paulo Freire, a educação atua como transformador social ao conscientizar o indivíduo sobre a sua situação. Nesse sentido, quando o jovem obtiver uma abordagem familiar sobre as relações sexuais com conforto e naturalidade e, também, uma educação formal escolar que ensine o uso correto de preservativos, bem como a prevenção de ISTs, haverá o conhecimento necessário para o amadurecimento de práticas sexuais saudáveis e o distanciamento de informações erradas. Dessa forma, os números de novos casos de Aids, por exemplo, não chegarão a aumentar, como em 2016, quando alcançou 48 mil novos casos (conforme diz a UNAids, órgão das Nações Unidas).
Logo, é imprescindível que o Ministério da Educação (MEC) insira na Base Nacional Comum Curricular, especialmente, nas matérias de sociologia e ciências biológicas, aulas que ensinem os métodos de proteção durante o ato sexual, assim como a importância do preservativo para impedir o aumento de ISTs. Além disso, o Ministério da Saúde deve conscientizar a família da importância de haver uma educação sexual e, para tanto, tem que disponibilizar cartilhas com assuntos a serem abordados e detalhamentos sobre prevenção. Ademais, é preciso que providencie psicólogos para atenderem pelo SUS com o intuito de intermediar essa conversa familiar quando necessário. Dessa maneira, será possível a diminuição de casos de ISTs entre jovens.