O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/03/2020

No período de colonização do território brasileiro, ganhou notoriedade a propagação de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s), uma vez que os colonizadores ao se relacionarem sexualmente com os nativos não utilizavam preservativos. Não diferentemente do Brasil Colonial, evidencia-se no país o aumento de DST’s entre jovens brasileiros, resultado da não educação sexual e da negligenciação no uso da camisinha.

Em primeira análise, cabe ressaltar que de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de um milhão de casos de DST’s são registrados por dia no mundo. Logo, evidencia-se que por ser tratado como tabu na sociedade brasileira, o tema não é amplamente abordado nos centros educacionais e, consequentemente, contribui com a não proliferação de informações acerca do assunto. Nessa lógica, ganha destaque a educação sexual, que além de esclarecer as dúvidas do público jovem, proporciona conhecimento sobre os meios de prevenção das IST’s  e favorece a diminuição no índice propagação das infecções sexualmente transmissíveis por esse populacional.

Em segunda análise, deve-se inferir que segundo a estudiosa Hannah Arendt, as pessoas tendem a banalizar o mal. Tal ótica está relacionada de maneira direta com a negligenciação no uso da camisinha pelos jovens no país, uma vez que esses não vêem a ação como meio de prevenção de infecções como aids e sífilis. Nesse sentido, é notória a despreocupação dos jovens em contrair doenças na relação sexual e a banalização da utilização de preservativos.

Faz-se imprescindível, portanto, que os centros educacionais adicionem à grade curricular dos jovens a temática de educação sexual através de palestras e debates em sala de aula, tendo como objetivo a conscientização de tal público e, posteriormente, a diminuição do índice de DST’s entre o populacional jovem do Brasil. Além disso, deve ser desenvolvida pela mídia uma programação especial que aborde o tema e que tenha o intuito de mostrar a realidade daqueles que são afetados por banalizarem a utilização da camisinha. Sendo assim, a abordagem de Hannah seria contrariada e os dados da OMS coincidiriam com o decréscimo dos casos no país.