O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/04/2020
É incontrovertível que, no Brasil, os casos de doenças sexualmente transmissíveis vêm aumentando gradativamente. Dentre as mais comuns se encontra a Aids, que por sua vez afeta o sistema imunológico dos portadores que a manifesta (os quais ficam vulneráveis a demais enfermidades) . Nesse contexto, tal realidade patológica é fruto da falta de diálogo dentro do seio familiar em consonância com a negligência escolar.
Em primeira instância, é plausível mencionar que diálogo entre pais e filhos, no que tange à sexualidade, é um fator primordial para que adolescentes e jovens cresçam instruídos e sejam responsáveis quando iniciarem a vida sexual. No entanto, na sociedade demasiadamente capitalista dos tempos modernos, a busca incansável pela máxima obtenção de lucro monetário faz com que uma parcela significante de pais de jovens dediquem mais tempo ao trabalho que aos filhos. Em decorrência disso, a família não tem tempo de dialogar e consequentemente não consegue ofertar uma educação sexual de qualidade aos seus descendentes, o que os levam a praticar o ato sexual precocemente e sem responsabilidades, de modo a ficarem suscetíveis a tais doenças.
Em segunda instância, tem-se o fato de que a preterição das escolas — uma das mais importantes instituições formadoras de cidadãos, conforme os estudos de Durkheim) é outro agente responsável pelo aumento das doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) no território brasileiro. Isso decorre do modelo pedagógico vigente nas instituições colegiais, visto que o foco é quase que exclusivo em conteúdos. Por causa disso, temas com grande relevância social deixam de ser debatidos em salas de aula. Por consequência dessa negligência escolar, os discentes não possuem acesso a aulas que incluam educação sexual e os orientem a como encarar o ato com prudência e maturidade.