O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/04/2020
Na obra “Abaporu” da pintora Tarsila do Amaral, vê-se um homem de cabeça diminuta em um corpo alongado,demonstrando a falta de pensamento crítico típico do cidadão brasileiro no século xx. No entanto,essa característica persiste até os dias atuais, permitindo problemáticas como: o aumento de DSTs entre os jovens no Brasil. Nessas discussões, há a concepção de que esse problema tem sido provocado devido a negliência estatal e inércia de parte da sociedade civil. Nesse prisma, é importante analisar essa questão no país.
Antes de tudo, nota-se que o poder público se mostra negligente ao não garantir o controle do aumento das DSTs. Isso porque existe uma deficiência no processo de conscientização, uma vez que há um défict no uso dos preservativos na nação, consequentemente a falta do uso desses preventivos traz grandes riscos a todos, que podem se infectar com AIDS, Gonorreia, Cífilis, entre outros, diante disso, de acordo com o jornal O Globo, no Brasil já são mais de 827 mil pessoas infectadas com AIDS. Sendo assim, verifica-se que o governo não tem assegurado a saúde, qualidade de vida e o bem-estar de todos os cidadãos,demonstrando, portanto uma ruptura no contrato social idealizado pelo filósofo John Locke.
Também, pontua-se que aceitar o aumento de DSTs entre os jovens, é banalizar o mal. Porém, parte da sociedade tem apresentado certa apatia diante da ausência de informação, com jovens cada vez mais ignorantes que pensam que nunca poderá lhes ocorrer algo grave, com isso, não há a preocupação em se proteger, enquanto as infecções só se espalham. A banalização desse problema pode ser explicada a partir de estudos da filósofa Hannah Arendt, já que, em virtude de um processo de massificação cultural, as pessoas estão perdendo a capacidade de discernir o certo do errado.
Convém, portanto, ressaltar que a Organização Mundial de Saúde (OMS), juntamente ao Estado, devem investir em trabalhos de conscientização via campanhas midiáticas, em relação ao uso de preservativo, levando palestras com essas discussões nas escolas, como forma de educação sexual que se faz tão necessária nos dias atuais. Além disso, as famílias devem conversar com seus adolescentes referente a tais assuntos, como forma de prevenção para futuras relações, mostrando dados e estatísticas dos riscos em que o indivíduo está exposto. À vista disso, a problemática será solucionada e a falta de pensamento crítico ficará restrita ao quadro “Abaporu” de Tarsila do Amaral.