O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 31/03/2020
Segundo a filósofa Hannah Arendt, no livro ‘‘A banalidade do mal’’, o pior mal é aquele visto como algo corriqueiro e cotidiano. Nessa lógica da filósofa, é possível observar que, com o avanço da medicina, a maioria dos jovens brasileiros perderam o medo de contrair diversas infecções. Nesse viés, compreende-se que, no Brasil, a banalização do uso de preservativo e a falta de informação contribuíram para o aumento de infecções sexualmente transmissíveis entre os jovens.
Inicialmente, é importante entender que, devido ao controle de várias infecções que eram preocupantes no século XX, tal como a AIDS, muitos jovens passaram a negligenciar o uso de preservativo, embora seja o mais apropriado para evitar a transmissão de infecções por relações sexuais. Visto isso, é válido ressaltar o artigo 6° da Constituição Federal, todo cidadão tem direito a educação e saúde de qualidade, ou seja, é dever do Estado a garantia desses direitos para as pessoas e, consequentemente, minimizar a propagação de infecções sexualmente transmissíveis, principalmente, entre jovens. Dessa forma, percebe-se a responsabilidade do Estado em disponibilizar saúde de qualidade para os jovens brasileiros no intuito de orientá-los em relação à disseminação de diversas infecções sexuais.
Outrossim, é preciso mencionar que a falta de informação para os jovens brasileiros no ambiente escolar e familiar tem contribuído para o aumento de infecções sexualmente transmissíveis, visto que há um tabu na sociedade brasileira que inviabiliza a discussão desse assunto, principalmente na família. Nessa perspectiva, vale citar a ideia defendida pelo professor Paulo Freire, se a educação sozinha não muda o mundo, sem ela tampouco o mundo mudará, ou seja, sem a disponibilidade de informações concretas e verídicas a respeito da transmissão dessas infecções, principalmente sobre os riscos, os jovens continuam sem se proteção e, por conseguinte, aumentam as chances de propagação das doenças. Desse modo, nota-se a necessidade de diálogo entre pais e filhos e a abordagem desse assunto na escola, visto que são as principais instituições formadoras do pensamento dos indivíduos.
Assim, fica evidente que são necessárias algumas medidas para minimizar o aumento de infecções sexualmente transmissíveis entre os jovens no Brasil. Portanto, cabe aos centros educacionais orientar e informar os alunos sobre as infecções sexuais, por meio de debates em sala de aula com um profissional da saúde e abordar sobre os riscos que podem essas infecções podem apresentar para as pessoas, a fim de minimizar os casos de ISTs, infecções sexuamente transmissíveis, entre os jovens brasileiros.