O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/04/2020

Na música ‘‘O gosto do azedo’’, de Rita Lee, o trecho ‘‘sou o HIV que você não vê, você não me vê, mas eu vejo você’’ retrata a contaminação da ‘‘doença’’ em auge na década de 80. De maneira análoga à música, o século XXI é marcado pelo crescimento de IST (infecção sexualmente transmissível) entre os jovens. Assim, é válido discutir a ação da tecnologia nesse problema  e o descuido devido ao avanço da medicina.

A priori, dado da OMS (Organização Mundial de Saúde) revela aumento de IST na era dos aplicativos de paquera, ou seja, com avanço da tecnologia e investimento em aplicativos como tinder, jovens são o público alvo para relacionamentos. Com isso, na procura apenas do momento de prazer e no sentimento de liberdade, há negligência no uso da camisinha, facilitando assim, a contaminação e disseminação de IST.

Segundo o pensamento de Hannah Arendt de banalização do mal, a sociedade consciente do avanço da medicina no tratamento de infecções - por exemplo, criação de coquetel - relativiza os efeitos na contração de tal, como infertilidade ou gravidez indesejada. Dessa forma, jovens enquadram-se como imbatíveis por não apresentarem alto risco de vida.

Portanto, diante do crescimento de IST entre jovens, é necessário uma campanha publicitária em parceria com o Ministério da Saúde para alertar a população sobre a importância do uso de camisinha por meio de propagandas em horário nobre visando um maior alcance do público alvo, para que assim, os jovens conscientizados possam prevenir-se de maneira segura.