O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/04/2020

Sabe-se que com a Revolução Industrial muitos produtos aprimoraram-se e, em alguns casos, puderam se baratear pela sua massificação. Um exemplo disso é a camisinha, pois ao longo do tempo teve mudanças em sua composição e resultou na troca por látex no século XX. Entretanto, apesar dela ser o melhor método preventivo de infecções sexualmente transmissíveis, a falta de educação sexual para os jovens e a falha nas políticas preventivas governamentais causam aumento de casos no Brasil.

Em primeira análise, segundo pesquisa da Organização Mundial de Saúde, há mais de um milhão de casos novos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) por dia. Esse dado é extremamente preocupante, pois revela o despreparo de pessoas no mundo todo com relação a possíveis transmissões das doenças sexuais. Em um estudo de 10 anos disponível no site da G1, no Brasil foram registrados cerca de 663 mil casos dessas infecções. Isso se dá, principalmente, pela negligência educacional sobre sexo nas escolas e no dia a dia das famílias brasileiras. O fato desse assunto ainda ser considerado como um tabu é reflexo de um pensamento muito restrito e ignorante da sociedade, visto que a educação é a base de todo conhecimento e informação sobre  diversos problemas sociais.

Em segunda análise, de acordo com informações disponíveis no site da UOL, aproximadamente 75% dos jovens brasileiros entrevistados afirmam nunca terem feito o teste de HIV. Esse dado mostra a imprudência e irresponsabilidade das pessoas dessa faixa etária, uma vez que muitas doenças sexualmente transmissíveis são assintomáticas e só se manifestam com surtos imunológicos. Com isso, a não busca por cuidados próprios, inconscientemente, ajuda no aumento dos casos desse problema na sociedade. Entretanto, há uma grande falha governamental com a disponibilização de programas que deveriam auxiliar esses jovens e os assegurarem de que eles terão a assistência necessária com as individualidades de cada um. Isso porque, devido ao tabu imposto na população, a maioria das pessoas infectadas portam também o medo de aceitar a realidade que lhes foi concebida.

Portanto, sobre o aumento das DSTs entre os jovens no Brasil, é necessário que os centros educacionais juntamente com a família brasileira busquem educar e garantir a propagação dos cuidados que se deve ter sobre as ISTs. Isso deve ser feito por meio de palestras com profissionais da área, e com conversas rotineiras à respeito da importância do uso da camisinha como método de prevenção das diversas infecções sexuais. Outrossim, é importante que o governo melhore a assistência das pessoas com as doenças sexuais, por meio da facilitação ao acesso dos sistema de saúde pública voltada as ISTs e do aprimoramento dos programas já existentes que apoiam as necessidades físicas e psicológicas dessa parcela populacional. Tudo isso para que os casos reduzam.