O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 31/03/2020
Segundo a Organização Mundial de Saúde, por dia, mais de um milhão de pessoas contraem doenças sexualmente transmissíveis. Tal realidade faz parte da vida de inúmeros jovens do Brasil atualmente, o que prejudica o bem estar social. Nesse contexto, torna-se urgente discutir a importância de uma educação sexual no cenário social brasileiro, juntamente com a influência dos aplicativos de paquera na contemporaneidade.
De início, cabe entender que para o pensador Paulo Freire, a educação é o mais potente caminho para transformar realidades. Diante disso, a ausência de uma educação sexual efetiva no Brasil reflete em uma sociedade tendenciosamente pouco preparada para lidar com as relações sexuais. Assim, jovens, faixa etária repleta de descobertas e novas experiências, tendem a não estarem completamente orientados para os cuidados necessários no ato sexual, o que compromete a prevenção de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis. Estas, podem não só causar mau estar ao indivíduo, mas também desencadear consequências sérias como infertilidade e infecções crônicas, tornando se um problema de âmbito social.
Ademais, cabe analisar que de acordo com o dado revelado pela Revista Veja, a era dos aplicativos de paquera trouxe o aumento do número de DST’s no Brasil. Tal fato ocorre pois, houve grande crescimento das relações sexuais casuais entre desconhecidos -em grande maioria jovens-, e principalmente sem o uso de preservativo. Logo, esse aumento contemporâneo de interação sexual com diferentes indivíduos, quando feito sem proteção e orientação sexual, acarreta em uma maior proliferação de doenças sexualmente transmissíveis. Diante dessa perspectiva , o sexo seguro e protegido, por falta de orientação e aconselhamento efetivo, não faz parte da realidade de de todos os jovens do país.
Diante dos fatos supracitados, é notório que o Brasill precisa direcionar mais atenção á questão do controle de contaminação de DST’s no país. Urge, portanto, que o Ministério da Educação crie uma disciplina de Educação Sexual nas escolas e universidades do país, a qual aborde de maneira direcionada orientações educacionais de relação sexual, com o intuito de que esse tema deixe de ser algo transversal e torne se algo especifico e dentro da realidade dos jovens. Ademais, cabe também a Mídia a propagação de propagandas que alertem a importância do preservativo, com a finalidade de fomentar o uso de tal nas relações sexual, naturalizando o sexo seguro e protegido. E assim, finalmente mitigar a propagação de doenças sexualmente transmissíveis entre jovens no Brasil.