O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 29/03/2020
Uma pesquisa feita pelo site “UOL”, em 2016, mostrou que 6 em cada 10 dez jovens brasileiros, entre 15 e 24 anos, faziam sexo sem preservativo. Esse dado revela que, além da precocidade do início das relações sexuais, os jovens têm dado “brechas” para um maior aparecimento de infecções sexuais na sociedade. Nesse sentido, para atenuar o número de IST’s nessa faixa etária, as escolas podem fomentar o senso reflexivo no aluno, além da mídia tentar romper esse “tabu” social sobre o sexo. Sabe-se que a educação é fundamental não somente para informar, mas também para formar o indivíduo. Nesse sentido, os locais de ensino se tornam essenciais para discussões sobre mazelas que acometem a sociedade, como o aumento do número de IST’s entre os jovens. No entanto, em boa parte do Brasil, a educação é voltada para um ensino abstrato, conteudista, além de serem pouco adeptas a debates envolvendo assuntos polêmicos, como por exemplo: as relações sexuais. Nesse sentido, o filósofo Immanuel Kant diz que é preciso o sujeito atingir a “maioridade intelectual”, por intermédio da educação, para pensar o mundo de modo mais sensato e humano. Visto isso, percebe-se a necessidade do Governo investir financeiramente, de forma a incentivar um ensino mais crítico, que possa atenuar diversas mazelas sociais, em especial, a do aumento de casos de DST’s entre os jovens.
Em adição a isso, a indústria midiática pode ser fundamental na diminuição de infecções sexualmente transmissíveis entre os jovens. Isso porque em meio a uma sociedade pouco instruída/acrítica, o corpo midiático se torna o principal docente da população geral, assim como afirma o filósofo Mário Sérgio Cortella. Além disso, um dos principais motivos para o crescimento dessas doenças entre os jovens é o “tabu” social construído em volta do assunto, o que faz com que muitas famílias e até mesmo a mídia, evitem de falar sobre, de modo a negligenciar algo que é inerente ao ser humano. Visto isso, percebe-se que as redes midiáticas necessitam, juntamente com o Ministério da Saúde, criar campanhas de prevenção entre os jovens brasileiros, além de incentivar um maior debate social acerca desse tema.
Portanto, com o objetivo de atenuar o número de IST´s entre os jovens, o MEC pode investir recursos financeiros nas escolas, de modo a incentivar um ensino pautado na “maioridade intelectual” de Kant, a começar pela formação universitária dos futuros docentes. Além disso, o Ministério da Saúde pode, juntamente com a mídia, criar um programa televisivo, intitulado “desmistificando o sexo”, voltado em especial para os adolescentes e adultos-jovens, na qual convidem urologistas e ginecologistas para que, de forma didática e lúdica, conscientizem esses indivíduos sobre a importância do uso de preservativos, além de tirar dúvidas recorrentes sobre o assunto em questão. Dessa maneira, haverá uma queda acentuada no número de jovens portadores de infecções sexualmente transmissíveis.