O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 31/03/2020
Na obra cinematográfica “Filadélfia”, de 1993, relata a história de Andrew Beckett, um advogado promissor que tem sua carreia interrompida quando descobre ser portador do vírus da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). Fora dos tablados ficcionais, o aumento de DSTs e ISTs entre os jovens no Brasil é uma realidade, desse modo, a banalização do uso de preservativos e o auto índice de desinformação sobre doenças sexualmente transmissíveis corroboram o aumento dessas doenças no século XXI.
A priori, com o estopim da Revolução Industrial, na Inglaterra, no século XVIII, tornou-se evidente a progressão tecnológica em todo o mundo. Dessa maneira, os avanços tecnológicos e a evolução dos métodos contraceptivos, como camisinha, que protegem conta ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) e DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) , atualmente, não são usados de maneira íntegra entre os jovens brasileiros. Com isso, a banalização do uso de preservativos pelo grupo da população entre 15 e 29 anos se enquadram na teoria da filósofa Hannah Arendt, a qual afirma que a banalidade do mal se tornou algo corriqueiro na atual sociedade.
Outrossim, a falta de diálogos entre jovens e seus respectivos familiares sobre educação sexual é um fator determinante para o aumento de doenças sexualmente transmissíveis como AIDS, sífilis e gonorreia. Desse modo, segundo o filósofo Jurgen Habermas, estudioso da Escola de Frankfurt, a comunicação por meio de diálogos colabora para a existência de uma sociedade harmoniosa. Entretanto, de acordo com dados da Unifesp, 41% dos jovens não conversam sobre sexo com pais, dessa maneira, a falta da “Ética do discurso” favorece o atual cenário de aumento de DSTs no País.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério da Educação, juntamente com centros educacionais, promover a disseminação da importância do uso de preservativos para a proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, por meio de palestras e aulas sobre saúde e educação sexual, com o objetivo de garantir a minimização dos casos de jovens portadores de doenças como AIDS. Além disso, faz-se necessária a divulgação de comercias nos meios de comunicação de todo território brasileiro, promovido pelo Ministério da Saúde, juntamente com o governo Federal, com a evidenciação da importância do diálogo familiar referente à educação sexual e ao uso de preservativos, com a finalidade de colocar fim no tabu existente nas famílias brasileiras acerca de assuntos sexuais e, consequentemente, diminuir o número de casos de ISTs e DSTs adquiridas por falta de informação sobre tal enfermidades.