O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 27/03/2020
Durante o período helenístico na Grécia Antiga, surgiu uma filosofia chamada hedonismo. Tal ideologia era baseada na ideia de que a felicidade e o objetivo da vida eram a busca pelo prazer como bem supremo. Esse pensamento influenciou o comportamento de diversas pessoas resultando em uma justificativa para satisfação dos desejos sexuais de maneira irresponsável. Essa concepção acarretou um aumento nos casos de doenças e infecções sexualmente transmissíveis (DSTs e ISTs) entre os brasileiros, o qual é também consequência da omissão dos pais e da escola na educação sexual.
A priori, é válido ressaltar a importância dos pais na formação do ser social. Isso é explicitado na obra “Família” do educador brasileiro Mário Sérgio Cortella, o qual afirma que os filhos são reflexo dos pais e do que lhes é ensinado em casa e também no ambiente acadêmico. Com base nisso, observa-se que o aumento de casos de ISTs e DSTs é resultado da negligência parental e dos centros educacionais. Em tais ambientes é notória uma censura quando o assunto é relacionado ao ato sexual, revelando uma ignorância dos brasileiros a respeito desse assunto. Afinal, muitos encaram a educação sexual como um estímulo ao sexo prematuro, mas ela trata de orientar sobre os cuidados com a saúde do corpo, a fim de que, quando os adolescentes ingressarem na maturidade sexual, eles tenham discernimento e sejam responsáveis no uso das medidas preventivas, tornando tal orientação indispensável.
Ademais, nota-se que, durante as décadas de de 1980 e 1990, diversas celebridades como Freddie Mercury e Cazuza contraíram AIDs. Isso fez com que houvesse um foco maior sobre as doenças sexualmente transmissíveis, pois o população acompanhou a trajetória dos artistas e observou as consequências das DSTs. Por essa razão, o número de casos reduziu consideravelmente ao longo do anos. Entretanto, a partir dos anos 2000, segundo o Ministério da Saúde, as DSTs atingiram mais de 10 milhões de brasileiros. Além disso, devido ao avanço da medicina e em decorrência da falta de educação sexual, o jovens passaram a acreditar que havia cura para tais doenças e ignoraram as medidas preventivas. Tal fato, revela a importância de alertar a população sobre as consequências de seus atos, mas não para amedrontar, e sim para conscientizá-la, para o bem da saúde coletiva.
Portanto, é imprescindível compreender a importância da família e da escola na formação do cidadão. Por essa razão, é necessário que o Ministério da Saúde, juntamente com o MEC, realize campanhas na internet, nos meios de comunicação e palestras que orientem os pais e centros educacionais sobre como tratar da vida sexual do adolescente e do jovem. Ademais, é fundamental que o MEC inclua a educação sexual na BNCC, a fim de que os jovens tenham consciência de suas responsabilidades e aprendam a importância das medidas preventivas e de saúde.