O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 28/03/2020

“Sex Education”, séria ficcional britânica, retrata o desconhecimento e o preconceito que envolve as DSTs de forma sutil e descontraída, e ajuda no entendimento para os jovens que acompanham o desenrolar da trama. Entretanto, nem sempre ocorre o desenvolvimento dessa temática com a frequência ideal na sociedade brasileira real. Sendo assim, essa realidade de falta ao acesso à informações sobre ISTs por meio da educação sexual, como base de ensino, em conjunto ao jovem indisciplinado e doidivano acarreta no aumento de DSTs entre os jovens brasileiros.

É essencial, primeiramente, entender que a educação sexual potencializa o combate ao aumento do número de jovens infectados, por doenças sexualmente transmissíveis, por meio do entendimento sobre o assunto em questão.  Assim, entende-se que o jovem ao ser educado sobre preservativos, como meio de evitar transmissão de doenças, seguirá a ideia da importância das relações sexuais protegidas e o perigo de ter parceiros em excesso. Nota-se, tal realidade, na pesquisa realizada em 2008 pela OMS, organização mundial de saúde, a qual estima que na Europa, continente com países de primeiro mundo, há cerca de 50 milhões de casos de DST, enquanto na África, continente subdesenvolvido e com educação precária, há mais de 90 milhões de infectados.

Convém pontuar, ainda, que um dos fatores para o aumento de casos de jovens com DSTs está diretamente ligada ao adolescente viver uma fase de indisciplinada e soberba. Tomando como base o pensamento “de todos os animais selvagens, o homem jovem é o mais difícil de se domar”, sentença redigida por Platão, filósofo do Período Clássico Grego, traz a ideia do jovem como ser problemático e que exige uma maior demanda e atenção. Sendo assim, os adolescentes acabam sofrendo consequências, devido às suas atitudes doidivanas, quando eles não têm uma instrução ideal ou uma base sólida estrutural familiar, por exemplo. Tal realidade é evidenciada nos dados, levantados pelo Ministério da Saúde, o qual afirma que o número de casos entre jovens de 15 e 24 anos anos tem aumentado em 50%.

Nota-se, portanto, que caso não haja a educação sexual devida em conjunto ao seu comportamento desregrado pode-se ter um aumento no número de jovens com DSTs. Sendo assim , cabe ao Governo Federal, com seu poder de organizador social, em conjunto ao Ministério da Educação, como mediador do ensino brasileiro, inserir de forma eficaz e que exija um aprofundamento no assunto por meio de cobranças em vestibulares. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, com função de proteger a população e controlar doenças, formular campanhas que atinja a população jovem com uso de cartilhas informativas na redes para, assim, informar a população sobre as DSTs.