O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 28/03/2020
A recém lançada série da Netflix, “Sex Education”, trata sobre a vida sexualmente ativa dos jovens de maneira natural e sem tabus, por meio do personagem Otis, filho de uma psicóloga sexual, o qual tenta ajudar e diminuir as dúvidas que a escola não consegue sanar sobre o assunto. Para além da ficção, a falta de informação tem fortalecido para o aumento de DST’s na juventude da vida real, o que poderia ser evitado pelo Governo, a fim de minimizar danos futuros ao mesmo e à população.
Em princípio, é possível analisar que, segundo dados disponibilizados pela ONU Brasil, os casos de Sífilis tiveram um aumento de cerca de 30% na últimas pesquisas, o que prova o completo descaso aos métodos de prevenção por parte dos jovens. Essa banalização acontece por causa do efeito da contenção da epidemia de HIV ocorrida nas décadas de 80 e 90, a qual fortificou as campanhas de combate à infecção na época. Contudo, nos tempos atuais, com a doença controlada, as políticas públicas de prevenção feitas pelo Governo diminuíram, levando a volta do descuido com o uso de preservativos. Outra questão importante é o foco dado aos projetos relacionados a esse tema ser disseminados apenas durante períodos festivos, como o carnaval.
Ademais, é válido notar, ainda, a consequência física e mental que o aumento das DST’s pode acarretar à população, uma vez que, o preconceito com os infectados contribui para o sentimento de vergonha e frustração àqueles que já sofrem com a enfermidade e são desprezados por uma sociedade sem apatia com o próximo. Nesse sentido, apesar de a Constituição de 1988 assegurar o direito à saúde pelo Artigo 296, a crescente taxa dos casos de doenças sexualmente transmissíveis sobrecarrega os gastos públicos do Estado por causa do efeito dominó negativo que tais infecções trazem para a saúde psicológica da população, podendo aumentar, também, as vítimas de depressão no pais.
É necessário, assim, que o Ministério da Saúde priorize as campanhas de prevenção às DST’s, por meio de reformas que modernize, principalmente, a linguagem utilizada nelas, afim de manter uma maior conexão com os jovens, além de utilizar mais as redes sociais invés da mídia televisiva, já que a internet permite um alcance mais interessante dessa faixa etária. Por fim, as instituições educacionais precisam trabalhar em favor da informação, por meio de uma educação sexual com aulas semanais, as quais foquem em acabar com os tabus relacionados às infecções e com o preconceito aos infectados, evitando, portanto, que a sociedade permaneça desinformada e apática.