O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/04/2020
Na série “Sexual education”, é exposto o cotidiano de alguns estudantes que enfrentam os típicos dilemas da vida sexual. Tais indivíduos, sem referências pedagógicas, recorem a um colega de classe para receberem orientações sobre a própria sexualidade. A partir disso, percebe-se que essa ficção não se difere em muito da realidade brasileira, visto o mesmo grau de negligência escolar, entaõ, cabe discutir a banalização do sexo e a falta de educação sexual nas escolas como fatores contribuintes para o aumento das DSTs entre jovens brasileiros.
Primeiramente, vale discutir a perda do “medo” no combate às doenças do sexo pela juventude. Com base nisso, os métodos preventivos que circularam na sociedade da década de 90, como a camisinha, começaram a perder a credibilidade. Essa análise foi exposta pelo Ministério da Saúde, o qual afirmou um aumento de 17 pontos percentuais de DSTs entre os jovens no Brasil. Tais afirmações revelam, infelizmente, a paulatina banalização dos relacionamentos sexuais entre os mais moços, visto o crescimento das infecções venéreas devido ao descaso para com os preservativos. Percebe-se, então, a formação de uma “galera” despreocupada com os relacionamentos amorosos.
Ademais, é importante pontuar a falta de uma “pedagogia da sexualidade” nas escolas. Nesse prisma, com a adoção da disciplina “educação sexual” nos colégios da Alemanha, o governo alemão registrou os menores índices mundiais de doenças sexualmente transmissíveis entre a faixa etária de 17 a 29 anos, divulgada pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Com esse viés, é perceptível que, quando um país não possui uma matéria escolar voltada aos dilemas sexuais dos mais jovens, como no Brasil, se torna dificultoso de mitigar esses problemas. Por isso, as divulgações do Ministério da Saúde corroboram com essa percepção, visto a falta de orientações, por parte do Estado, à juventude.
Nota-se, portanto, a urgência em resolver tais impasses. Para tanto, urge que o Ministério da Saúde crie um programa de televisão chamado “juventude humana”, que transmita, das 17h as 17h30, a efetividade dos métodos anticoncepcionais, como a camisinha, por meio de 30% das verbas destinadas a tal Ministério, a fim de que os mais novos se tornem conscientes dos efeitos das infecções. Outrossim, cabe ao Ministério da Educação criar a disciplina “educação sexual”, por intermédio da contratação de psicólogos e professores, que atuarão nas escolas públicas e privadas do país, com a finalidade de, diferentemente do contexto da série americana “Sexual education”, os estudantes possam encontrar auxílio na pedagogia moderna.