O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/04/2020
Em um dos episódios da série " Sex Education", exibida pela Netflix, jovens de uma escola adquirem Clamidia, doença sexualmente transmissível (DST), pois não usaram preservativo e desconheciam da sua forma de transmissão e sintomas. De modo análogo, essa também é uma realidade no mundo real, em que o aumento do número de jovens infectados por essas doenças ocorre tanto pela falta de informação quanto pela irresponsabilidade.
Antes de tudo, diálogos educativos e informativos sobre o sexo entre jovens ainda é considerado um tabu na sociedade. Esse fato faz com que muitos adolescentes não tenham acesso à informação adequada a respeito das possíveis doenças que podem adquirir com a pratica sexual desprotegida, e suas consequências para a sua saúde.
Ademais, jovens que já têm uma certa informação sobre as DSTs ainda praticam relações sexuais sem camisinha, por não acreditarem que pegaram a doença, já que seus parceiros não presentarem sintomas. No entanto uma parcela das pessoas infectadas são assintomáticas, não manifestam sintomas da doença, sendo responsáveis por grande parte das infecções. Segundo a Secretaria de Vigilância em saúde, em 2016 tiveram 38.000 novos casos de AIDS, apesar do número crescente de pessoas com DSTs, muitas pessoas não têm medo, por acreditarem que com a evolução da medicina ao longo das décadas não sofreram com a doença.
Para evitar que cada vez mais um número maior de jovens adquiram DSTs, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde deveram promover campanhas educativas em rede nacional, que conscientizem toda a população a respeito da importância do uso formas de prevenção das doenças, com a finalidade de combater a desinformação. Para que mais jovens tenham acesso a teste que identifiquem possíveis doenças sexualmente transmissíveis, o Sistema Único de Saúde (SUS) deverá disponibilizar testes rápidos em postos de saúde locais, dessa forma mais casos serão identificados e tratados.