O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 28/03/2020

Na década de 1960, o Festival de Woodstock foi rotulado pelo Movimento Hippie pelo lema “não faça guerra, faça amor”. Assim, apesar de inúmeras contestações benéficas que faziam à classe dominante, o legado hippie aumentou significantemente o número de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) visto que defendiam o ato sexual como algo livre e casual. Desse modo, na atual modernidade líquida, tais reflexos ideológicos contribuíram, em certa medida, para um flagelo nacional: o aumento do números de casos de DSTs no Brasil. A partir desse viés, é de suma importância uma ampla análise relacionada as causas que perpetuam tal flagelo, bem como a contribuição da sociedade nesse cenário.

Com efeito, é crucial mencionar que o principal contribuinte nesse atual quadro de crescimento numérico de DSTs no país é a banalização do mal por parte dos jovens. Segundo Valéria Paes, consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, os jovens de hoje não presenciaram a mortalidade causada pelas infecções sexuais na década de 1980, essa faixa etária não vivenciou os “terrores do passado”. Assim, à  medida em que o público jovem parece fechar os olhos para  passado do Brasil; a medicina traz avanços no desenvolvimento de vacinas e tratamentos inovadores e a taxa de mortalidade cai, contribuindo, assim, para a construção de uma falsa realidade na qual os perigos e consequências das DSTs são mínimas. Entretanto, tais consequências podem ser definitivas e cruéis uma vez que podem causar infertilidade, nascimento de natimortos, aumento da resistência biológica desses patógenos.

Sob esse viés, é de conhecimento geral que tal banalização do mal atua como agente direto no fomento ao comportamento sexual inadequado dos jovens. De acordo com a Pesquisa de Conhecimentos,Atitudes e Práticas Brasileiras (PCAP) de 2013, revelou que 43,4% dos jovens entrevistados entre 15 e 24 anos não utilizaram preservativo durante a última relação sexual e que 74,8% destes nunca fizeram teste para o HIV na vida. Desse modo, a irresponsabilidade juvenil associada à falta de uma educação sexual adequada resulta no aumento de casos de doenças sexualmente transmissíveis.Ademais, doenças como Sífilis, Hepatite, HIV possuem, durante o período de incubação do patógeno, uma fase assintomática. Dessa modo, muitas vezes, jovens infectados que não sabem da contaminação ao ter relações sexuais sem preservativos acabam infectando outrens.

À luz dessas considerações, depreende-se a necessidade urgente de estímulo à conscientização da população brasileira a cerca do tema.Logo, urge que haja o fomento a campanhas sobre educação sexual em instituições de ensino através da obrigatoriedade desta na grade curricular das escolas a fim de conter o avanço do números de casos de DSTS no Brasil, realizada por profissionais de saúde. psicólogos e professores.