O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/03/2020

Aids. Sífilis. Gonorreia. São algumas das DSTs, Doenças Sexualmente Transmissíveis, que persistem e ameaçam o sistema de saúde brasileiro, ainda necessitado de investimentos para acolher o crescente número de pessoas infectadas. Segundo a OMS, mais de um milhão de pessoas contraem, diariamente, alguma infecção sexualmente transmissível. A partir desse dado, é válido perceber a falta de cuidados por parte da população do país, como o pouco uso de preservativos, que é um fator que contribui para o aumento no número de doenças. Ademais, analisar a banalização dos males é de fundamental significância para compreender o contemporâneo cenário preocupante do Brasil.

O preservativo, item de primeira necessidade para prevenir infecções sexuais, caiu em desuso na atual sociedade jovem brasileira. Isso se deve ao fato de uma parcela da população, pouco informada, não atentar para as consequências que podem ser originadas a partir de uma relação sexual desprotegida. Além disso, essa desinformação desencadeia nos adolescentes, que acreditam haver cura para DSTs, uma percepção de normalidade quanto ao crescente número de casos no país. Tais argumentos podem ser corroborados segundo pesquisas publicadas no site de notícias do UOL, afirmando que mais de 40% dos jovens brasileiros não se protegeram durante o ato sexual.

Outro fator, não menos importante, para compreender o atual cenário de aumento no número de casos da nação, é a banalização dos malefícios, por parte dos adolescentes, quanto à obtenção de doenças. Esse fato é explicado pela escolha dos jovens em, muitas vezes, preferir o prazer momentâneo a plena consciência, fazendo, assim, crescer a quantidade de novas pessoas infectadas ao redor do país. Conforme a UNAIDS, órgão das Nações Unidas que lida com essas infecções, a quantidade de novos casos aumentou, de maneira oposta ao que se registra na média mundial. Isso se torna um grave problema,afetando não só os indivíduos que contraíram a DST, como também toda a população do Brasil, que sofre com o medo constante dos portadores, de maneira irresponsável, proliferarem a doença.

Dessa forma, torna-se imprescindível a intervenção dos poderes públicos, e dos próprios adolescentes, em criarem medidas para reverter a contemporânea situação brasileira. Para isso, é de suma importância a criação e aprimoramento de campanhas por parte do Ministério da Saúde, como a distribuição de preservativos em instituições de ensino, hospitais e até nas residências dos indivíduos, visando alcançar um maior número de jovens que utilizem tal item, evitando, dessa maneira, a proliferação de doenças. Ademais, a participação das escolas no processo de conscientização, como na criação de projetos que incentivem o conhecimento, visando o fim da desinformação, é fundamental.