O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 30/03/2020
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registra cerca de 40 mil casos de HIV por ano. Nesse sentido, é indubitável que apesar do grande avanço no combate a Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s), essas ainda são muito presentes no país, sobretudo, entre os jovens. Isso se deve, principalmente, a desinformação social junto à resistência ao uso de preservativos.
A princípio, o livro “Depois daquela viagem” da escritora Valéria Polizzi, é um testemunho vivaz de uma adolescente que contrai HIV e retrata seus sofrimentos na luta contra esse vírus. É incontrovertível que ao contrário dos anos 80, quando muito se falava da AIDS, a redução dos casos de infecção por esse vírus fez com que houvesse uma consequente diminuição da divulgação de métodos preventivos. Decorrente disso, no Brasil, a falta de informação da sociedade no tocante a métodos de proteção efetivos contra essas infecções, aliada ao fato de que, no país, a temática sexual ainda é tratada como um tabu, contribui para que essas não sejam mitigadas. Dessa forma, por não ter acesso a uma orientação adequada, muitos jovens acabam por negligênciar os cuidados necessários a uma prática sexual segura e isso torna-se um fator de perpetuação desse problema no meio social brasileiro.
Ademais, segundo a Secretaria de Saúde do estado de São Paulo, os casos de sífilis, clamídia e gonorréia sofreram um aumento de 603% dos anos de 2012 a 2018. Em vista disso, o fato de muitas IST’s serem silenciosas e de difícil identificação aumenta as chances de contágio quando não há o uso de preservativos. No entanto, a juventude brasileira compartilha uma falsa noção de segurança no que diz respeito a essas infecções, principalmente porque não é instruída no tocante a presença massiva dessas doenças na sociedadade. Em decorrência, pela população jovem não ser adepta ao uso de camisinhas no ato sexual os números de infecções aumentam no Brasil, o que corrobora os 30 jovens que, segundo a UNICEF, são infectadas a cada hora no país. Dessarte, a ilusão perpertuada na mocidade brasileira contribui para um crescimento constante desses contágios no meio social.
Em suma, medidas fazem-se necessárias no combate ao aumento das IST’s entre os jovens brasileiros. A priori, o Ministério da Saúde deve intensificar, por meio das mídias, campanhas que divulguem a importância de se previnir contra as infecções sexualmente transmissíveis, instruíndo, principalmente, a população jovem no tocante ao ato sexual seguro, para que sejam reduzidos os índices de contágio. Somado a isso, o Ministério da Educação deve introduzir nas escolas e universidades, lugares de formação crítica e consciente, palestras com profissionais da área médica que instruam os jovens a respeito da importância do uso de preservativos no combate as IST’s, no intuito de conscientizar esses indivíduos a se protegerem da maneira mais eficaz possível.