O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 30/03/2020
No último ano, o Ministério da Saúde registrou um aumento de 30% nos casos de sífilis no país, tal fato atinge 47% dos jovens brasileiros. A sífilis é uma doença sexualmente transmissível - abreviada de DST’s - e pode ser passada também pelo compartilhamento de agulhas, gestação ou parto de um bebê. Diante dessa perspectiva, vale analisar o perigo da falta do uso de preservativo entre os jovens brasileiros e como o moralismo religioso pode influenciar na difusão dessas doenças.
Primeiramente, a falta do uso do preservativo figura como importante fator na disseminação de DST’s, uma vez que indivíduos assintomáticos podem transmitir sem saber que são portadores de alguma doença. Segundo uma matéria feita no site de jornalismo UOL, 43,4% dos jovens fazem sexo casual sem preservativo, isso mostra uma banalização do uso da camisinha e representa um desafio a ser quebrado pelo pode público.
Por conseguinte, presencia-se as normas religiosas como aspectos sociais importantes para difundir a incompreensão acerca da necessidade de proteção em uma relação sexual e da educação sexual dentro das instituições educativas. O cristianismo evangélico, por exemplo, passa o pensamento de que o sexo é pecado e o conhecimento acerca dele sem um consentimento divino - que seria o casamento - configura-se uma transgressão religiosa. Tudo isso pressiona indivíduos que sobre um viés religioso veem com descaso as infecções sexualmente transmissíveis e suas medidas profiláticas, esquecendo-se que essas doenças também podem ser passadas de outras formas.
Em suma, para conseguir reduzir o avanço dos números de jovens portadores de DST’s é preciso de medidas públicas educativas. Portanto, o Ministério da Saúde deve criar campanhas que instiguem o uso da camisinha, por intermédio de anúncios midiáticos transmitidos na televisão e redes sociais, com o apoio de artistas e criadores de conteúdo para esse público. Além disso, cabe ao governo por meio do Ministério da Educação, garantir aulas de educação sexual nas instituições de ensino, por intermédio de profissionais qualificados para discutir questões referentes ao tema. Espera-se, com isso, conscientizar a juventude brasileira quanto as medidas profiláticas