O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 01/04/2020
Criado pelo anatomista italiano Gabrielle Falloppio no século XV, o saco de linho tinha a função de revestir o orgão sexual masculino para proteger a população contra a sífilis. No entanto, contraditoriamente, na sociedade atual, medidas preventivas não estão sendo o suficiente para conter o aumento das DSTs entre os jovens brasileiros. Nessa perspectiva, faz-se necessária a análise crítica acerca dos fatores que desencadeiam negativamente o aumento das doenças sexualmente transmissíveis, como a desinformação das pessoas e a, consequente, falta de procura aos serviços de saúde.
Antes de tudo, cabe abordar o aspecto nocivo da ignorância populacional acerca dos riscos e da rápida proliferação das DSTs, ao negligenciar os meios preventivos de combate a elas. De acordo com dados da OMS, surgem um milhão de novos casos de ISTs por dia no mundo todo. Sob tal ótica, o cenário mundial do avanço dessa doença é preocupante, tendo em vista que são doenças que poderiam ser evitados com o uso de camisinhas. Porém, devido a falta de entendimento dos jovens sobre questões como responsabilidade sexual, a qual torna-se necessário o equilíbrio entre a vida sexual ativa e seus respectivos cuidados com a sua própria saúde e a da outra pessoa, o aumento é exponencial.
Ademais, outro fator a salientar é a inexistência da procura dos adolescentes por diagnósticos médico para DSTs. Segundo a autora brasileira Valéria Polizzi, no seu livro Depois daquela viagem, a descoberta do contágio da aids aos 16 anos, emergiu na vida dela o estigma social sobre quem tem DST. A partir disso, conclui-se que existe uma falta de procura médica, quando apresentados os sintomas das doenças sexuais, devido, muitas vezes, do medo da reprovação social. Isso ocasiona, consequências graves, como a proliferação mais rápida da doença, pela falta de medicamentos necessários no combate a DST.
Portanto, torna-se imprescindível a tomada de medidas eficazes no combate do aumento de DSTs entre jovens brasileiros. Logo, é dever do Ministério da Saúde promover debates acadêmicos acerca do tema, por meio de profissionais da saúde, a fim de conscientizar os jovens dos riscos e de possíveis formas de evitar o contágio das DSTs. Além disso, é importante a ação das instituições familiares na instrução dos adolescentes quanto aos riscos da relação sexual desprotegida, mediante o diálogo, com a finalidade de promover maior segurança aos jovens de abrir seus questionamentos e de evitar o contágio dessas doenças.