O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 30/03/2020

No século XX, ocorreu no mundo ocidental o movimento de Contracultura, o qual foi responsável pela difusão da ideia de liberdade sexual e, atrelado a isso, a necessidade de prevenção contra as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTS). No entanto, no século presente, apesar de inúmeros avanços científicos e tecnológicos com o objetivo de diminuir a propagação dos patógenos responsáveis por essas enfermidades, há um crescente índice de infectados no mundo, destacando-se os jovens brasileiros. Diante disso, é necessário observar os fatores geradores dessa problemática e os seus efeitos na contemporaneidade brasileira.

Inicialmente, é válido analisar a importância que a educação sexual possui no enfrentamento das epidemias sexuais. Isso pode ser verificado na série “Sex Education”, a qual retrata um surto provocado pela desinformação e mensagens inverídicas em uma escola, pois os alunos não conheciam a forma de transmissão da clamídia. Isso demonstra como os conhecimentos a respeito das questões sexuais são tratadas como tabus em pleno século XXI, dificultando a prevenção de patologias de fácil tratamento. Além disso, é possível notar também a ausência de profissionais capacitados para debater essas questões em locais frequentados por jovens como, por exemplo, as escolas e universidades, gerando uma população alienada a respeito da sua própria fisiologia e das patologias humanas.

É necessário perceber o crescimento do número de pessoas portadoras dessas infecções em decorrência do descuido da saúde sexual, de forma individual e compartilhada de objetos íntimos., entre outras. Diante disso, os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmam que há, diariamente, um aumento de 1 milhão de casos de ISTS, tendo sua maioria concentrada entre pessoas de 15 a 49 anos, apontando essa situação como um caso de saúde pública, incluindo a brasileira, que necessita de uma resolução imediata. Assim, é de extrema importância reconhecer a seriedade desse cenário para que haja uma sociedade saudável e com níveis inexistentes de infectados.

Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, instituição responsável pelas questões da saúde brasileira, em parceria com o Ministério da Educação, criar um projeto denominado “Saúde sem Tabu”, o qual seria responsável pela obrigatoriedade de profissionais de saúde no âmbito educacional. Essa medida terá o objetivo de esclarecer os questionamentos acerca das doenças sexuais e levar informações verídicas de forma clara e objetiva para a faixa etária juvenil por meio de aulas interdisciplinares de cunho social e biológico. Dessa maneira, será possível findar os preconceitos existentes e disseminar as medidas profiláticas corretas para que não haja surtos como ocorreu na série “Sex Education”.