O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/04/2020
Durante as guerras mundiais houve o incentivo ao uso de camisinhas, conscientizando a cerca da sua importância. Essa medida foi embasada no aumento da propagação de doenças sexualmente transmissíveis (dsts) que elas trouxeram . Na atualidade brasileira, a lição trazida por tal acontecimento vem sendo banalizado pela supervalorização populacional dos tratamentos e pela desvalorização de prevenção, assim como por uma falha estrutural político-educacional. Isso acarretou no aumento da incidência delas,principalmente entre jovens.
Primeiramente é válido evidenciar que, enfermidades como a síndrome da imunodeficiência adquirida, a sífilis e a herpes já foram consideradas letais, mas o avanço na medicina desenvolveu prevenções ou tratamentos eficazes . No entanto,o controle temporário da transmissividade e o aumento da expectativa de vida dos portadores, trouxe uma falsa segurança à população, a qual começou à desvalorizar a importância de se precaver e, consequentemente, acarretou na elevação do número jovens afetados por doenças sexualmente transmissíveis no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde a visualização dessa crescência é desde 2010, totalizando até 2015 quase 30 mil casos.
Outrossim, o déficit do estudo, pelos cidadãos, dos direitos e deveres constitucionais, resultado da alienação política herdada do período colonial, gera a dificuldade populacional de diferenciar a educação e a escolarização e, por conseguinte, culmina na falha interpretação de que a escola é responsável por ambas e descaracteriza o papel da família nelas. Assim,não é surpresa que haja uma falha no conhecimento e no senso crítico dos mais jovens, como resultado desse “camicaze” estrutural. A realidade supracitada explica a deficiência do público em questão em entender a relevância da continuidade da prevenção contra as DSTs, mesmo com o aumento da qualidade de vida dos enfermos, para evitar o aumento dos infectados.
Portanto, é necessário que a mídia informativa em parceria com Organizações não Governamentais formulem e disseminem uma campanha que busque reduzir o número de jovens com DSTs. Isso só será possível por meio de comerciais e palestras com profissionais da saúde, tal como por portadores das enfermidades em questão para comover a população a cerca da importância da prevenção. Também é relevante que, os órgãos listados cobrem do Estado maiores investimento em reuniões entre pais e professores para valorizar o papel constitucional do cidadão, assim como aprimorar suas formas de ensino ensino do público alvo, em especial nas que promovem a importância das precauções no combate as patologias citadas. Dessa forma, do mesmo jeito que ocorrido depois das guerras, haverá o decréscimo do índice de infectados.