O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 01/04/2020
Desde a Antiguidade, o uso de preservativos foi essencial para a prevenção das famosas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), mesmo com o desconforto ao utilizá-los. Com o passar dos séculos, e o avanço tecnológico, novos materiais foram incorporados na sociedade, como o látex, o que tornou a prevenção um método bastante simples e acessível. Por outro lado, em pleno século XXI, a ignorância por conta da falta de informação e o desinteresse dos jovens em relação à sua própria saúde, é incrivelmente considerável. Sendo assim, é bastante importante a comunicação, que vai desde a mídia até os livros, para a construção de uma educação sexual promissora.
O livro “A corrente da vida” de Walcyr Carrasco, retrata a história de Nelson e Raquel, dois amigos, os quais se veem diante dos contratempos da adolescência. O garoto passou um bom tempo sem ir à escola, os pais sempre mencionavam uma gripe ou coisa parecida. Todavia, posteriormente, o menino contou o que realmente tinha acontecido: Nelson havia contraído o vírus da AIDS. Diante disso, é perceptível a forma com que os pais lidaram com essa situação: bastante envergonhados e reclusos da sociedade -o que não difere muito quando comparado aos dias atuais-, justamente pela falta de divulgação, fazendo com que os jovens brasileiros se sintam seguros e certos de que não existe a possibilidade de uma DST bater em suas portas.
Apesar do apoio de Raquel, existia uma grande ignorância tanto dos pais quanto dos alunos, da escola onde Nelson estudava, em razão da formação de um sentimento de aversão e medo. Isso se dá pela precariedade na divulgação das informações em relação à essas doenças que, num âmbito social e com todo desenvolvimento tecnológico desde a Revolução Industrial do século XVIII, já deveria ter sido sanada. Embora esse livro tenha sido escrito no final do século XX, ainda hoje, ou melhor, principalmente hoje, a quantidade de jovens, segundo a Secretaria de Saúde, que contraem Doenças Sexualmente Transmissíveis, aumentou quase 40 mil apenas no ano de 2016.
Em detrimento disso, cabe ao Ministério da Saúde a realização de políticas de prevenção, tanto na escola quanto em casa, incentivando os jovens a utilizar os preservativos adequadamente. Para que isso ocorra, deve-se direcionar uma atenção exclusiva à educação sexual, visando a ampliação do conhecimento dos pais e alunos sobre as DSTs a partir de reuniões escolares, afim de que, diferentemente do que ocorreu no livro de Walcyr, esse assunto seja tratado de forma precisa e detalhada, eliminando todo tipo de preconceito e aversão às pessoas infectadas.