O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/04/2020

De acordo com a Declaração Mundial da Saúde (OMS),o índice de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), entre jovens brasileiros, aumenta crescentemente. Tal realidade, pode ser compreendida pela falta de conscientização aliada à ausência de uma educação sexual pautada no uso responsável de preservativos.

A priori,segundo a filosofa Hannah Arendt, a sociedade vivencia a ‘‘Banalização do Mal’’ na qual o indivíduo é incapaz de refletir, racionalmente, sobre nuances sociais. A vista disso,fica evidente que sem uma mentalidade mais sensata o uso de preservativos,como: a camisinha,torna-se insignificante,principalmente, para os jovens que por não conseguirem avaliar corretamente,a relevância de tais itens ,potencializam o aumento das ISTs por meio de relações sexuais desprotegidas. Dessa forma,o desenvolvimento de uma população mais consciente transfigura-se como uma das importantes ferramentas para mitigar e combater a propagação dessas infecções.

Somado a isso,para o pedagogo Paulo Freire,a educação representa um dos principais pilares para a formação e capacitação do ser humano,na medida em que potencializa a racionalidade.Diante disso,a ausência de ensino sexual intensifica o número de casos de ISTs entre os jovens,posto que sem uma aprendizagem adequada sobre os preservativos,suas funções e as consequências geradas pelo não uso de tais produtos,como: aids e gonorreia,torna-se impossível impedir a propagação do contágio entres as pessoas.Dessa maneira,fica claro que a educação possui o poder de construir seres mais críticos e conscientes em relação a transmissão de infecções,impedindo,assim, o seu crescimento.

Diante dos fatos supracitados,com o intuito de reduzir o número de ISTs,cabe as instituições educacionais em  associação com a família e a sociedade,a tarefa de conscientizar os jovens,por meio de palestras e debates,com profissionais especializados,como: médicos,com o intuito de esclarecer os questionamentos acerta das ISTs, construir uma mentalidade racional e potencializar  o uso benéfico dos preservativos,capacitando,assim,seres mais sensatos e responsáveis.Somado a isso, cabe a família a tarefa de “quebrar o tabu” acerca das relações sexuais,dialogando  mais  sobre a importância do uso de camisinha e outros itens,para os filhos,garantindo desse modo,uma maior abrangência informativa por meio do afeto e a diminuição da propagação de infecções.