O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 01/04/2020

Desde a Idade Moderna, os homens já utilizavam uma prévia do que viria a ser a camisinha, a fim de prevenir doenças transmitidas pelo ato sexual tais como a sífilis. Atualmente, embora a tecnologia tenha se desenvolvido exponencialmente, as doenças sexualmente transmissíveis ainda são crescentes responsáveis pela fragilização da saúde do jovem, resultando na precarização do cenário da saúde tupiniquim. Nesse ínterim, vale lembrar que uma série de atitudes, que corroboram para a banalização das DSTs, são consequência da desinformação acerca da gravidade das infecções em pauta, interferindo na saúde pública do país.

Em uma primeira análise, é importante ressaltar que a banalização do aumento das doenças sexualmente transmissíveis, refletida em práticas inconsequentes que resultam em um maior contagio entre jovens, interfere na saúde pública e no bem estar social. Exemplo disso é que, segundo a Fcap de 2016, seis em cada dez jovens já fez sexo sem o uso da camisinha - a maior e mais acessível medida de proteção contra as DSTs - . Nesse sentido, é importante aguçar a conscientização coletiva quanto a importância  de atos simples, tais como o uso de preservativos, para a prevenção de doenças graves transmitidas pelo sexo. Visto que a prevenção é simples, em contraste com os grandes impactos para a saúde trazidos pelas infecções, dado que muitas delas podem gerar doenças crônicas, o que acarreta em grandes custos de tratamento para  a Saúde Pública.

À luz do debate, é válido ressaltar a importância da disseminação de informações acerca das DSTs, visto que a ausência dela tem gerado, além da banalização da doença, um dificuldade em reconhecer os sinais das infecções. Isso acontece porque uma quantidade expressiva de doenças ,transmitidas pelo sexo, são assintomáticas, o que faz com que o infectado fique meses ou anos sem sentir sintomas e perpetue práticas sexuais que contaminem outros indivíduos. Nesse sentindo, cabe trazer para o debate o papel de transformação social da educação, exibido por Paulo Freire. Isso porque, só a partir da conscientização da dificuldade do reconhecimento dos sintomas das DSTs que o indivíduo se atentará em ter uma postura consciente no ato sexual e em realizar os devidos exames de infecções.

Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. O Estado, por intermédio de propagandas elaboradas pelo Ministério da Saúde,  deve  veicular os riscos das DSTs e sua fácil prevenção, com uso de preservativos, nas redes sociais e televisivas a fim de conscientizar a população. Ademais, o MEC deve criar um espaço na grade escolar para a conscientização de jovens acerca da dificuldade de reconhecer as DSTs e de como uma mudança de hábitos ,no que tange a prática sexual, previne altos custos para a Saúde.