O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 02/04/2020

Segundo a Secretária de Saúde, as doenças sexualmente transmissíveis, DSTs, são causadas, principalmente, por vírus e bactérias e propagam-se através das relações sexuais sem o uso do preservativo. O aumento dos casos dessas doenças entre os jovens brasileiros, tem uma grande ligação com a forma irresponsável como as relações acontecem e com a falta de diálogo dentro de casa; o que, infelizmente, acarreta em consequências conhecidas no atual cenário do país.

Em primeira análise, uma pesquisa feita pelo site “UOL”, revela que 43,4% dos jovens entrevistados não se protegeram durante o sexo casual e que quase 22% acredita que existe cura para a Aids. Dados como esses, mostram que ainda com todo avanço de comunicação que há atualmente e toda disponibilidade de preservativos, existem muitos cidadãos desinformados e outros que ignoram as informações que recebem. Exemplo retratado e falado cada vez mais pela mídia e programas voltados para jovens; como a edição 1999/2000 da Malhação, em que a personagem “Érika” contrai o vírus da Aids após ter relações sexuais sem preservativo com um portador. Ação que levantou um debate muito positivo sobre o assunto e suas formas de preservação na ficção e fora dela também.

Em segunda análise, o número de consequências negativas que essa falta de precaução pode causar é gigante. A carência do diálogo familiar com os jovens age como um incentivador da problemática. De acordo com o filósofo iluminista John Locke, o ser humano nasce como uma tábula rasa e sua consciência é criada a partir do seu meio de vivência. Associando esse pensamento ao contexto, é possível perceber que a falta dessa conversa à respeito da educação sexual acaba abrindo portas para uma futura vida sexual irresponsável, ou seja, tornando pessoas possíveis às transmissões.

Exemplo comprovado na mesma pesquisa feita pelo UOL, na qual revela que de 10 jovens, 6 já tiveram ou mantêm relações sexuais, lamentavelmente, sem proteção.

Portanto, fica claro que esse aumento do número de DSTs entre os jovens no Brasil precisa frear urgentemente. O Governo, juntamente com a mídia, deve continuar propagando a importância da educação sexual e disponibilizar mais métodos contraceptivos gratuitos, através de publicidades, durante os programas voltados para jovens e campanhas de saúde. O que reduziria o número de casos de infectados e incentivaria a consciência na população. Já as famílias e escolas devem conversar mais com seus jovens e mostrar todas as tristes consequências da relação sexual irresponsável, por meio de palestras e diálogos com o apoio de especialistas no assunto. O que além de aumentar o índice de informação dos cidadãos, vai reduzir no número de “Érikas” no país.