O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 01/04/2020
Na antiga Civilização Romana, o culto à deusa da fertilidade, Vênus, permitia o sexo grupal, prática que fomentava a disseminação de doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) entre os participantes. Hodiernamente, a cultura de negligência do uso de preservativos e a falta de educação sexual nos núcleos educacionais são, sobretudo para os jovens brasileiros, como os ritos antigos, uma vez que potencializam o aumento de DST’s entre essa população.
Em primeira análise, é válido salientar que a negligência quanto ao uso de preservativos causa o aumento de DST’s entre jovens brasileiros. De acordo com o Ministério da Saúde, entre os cidadãos de 15 a 24 anos, apenas 56% utilizam a camisinha no ato sexual, dado que corrobora com a ideia de que prevenção não é prioridade entre essa população. O conhecimento sobre a existência de tratamento ofertado pelo SUS e a ignorância frente aos diversos tipos de infecções que podem ser adquiridas através do sexo inseguro são alguns dos fatores que fomentam o descaso quanto ao uso de métodos preventivos entre a parcela viril da sociedade brasileira.
Outrossim, a omissão de núcleos educacionais, sobretudo escolas e família, frente a educação sexual favorece o aumento de DST’s entre jovens brasileiros. Apesar de toda evolução pela qual passa a sociedade, sexo ainda é considerado um tabu. O papel patriarcal e cristão do país coloca o ato sexual como algo secreto e intangível, o que faz com que as famílias não discutam o assunto e repudiem qualquer iniciativa da esfera escolar em abordar tal tema. Assim, numa população em que 60% de jovens tiram dúvidas sobre o sexo na internet (indústria farmacêutica Bayer), pouco se adverte sobre os riscos de tal ato e métodos de prevenção, o que favorece o aumento de doenças sexualmente transmissíveis.
Dessa forma, a fim de diminuir a incidência de DST’s entre jovens brasileiros, cabe ao Governo Federal, em parceira com o Ministério da Saúde, elaborar uma campanha que incentive o uso de preservativo e informe as consequências de negligenciar tal prática. Tal ação deverá ser feita através de comerciais, exibida em horários específicos, a fim de atingir o maior número da população jovem do país. Além disso, cabe ao Ministério da Educação e ao Ministério da Saúde propor um debate nas escolas, o qual será mediado por profissionais da saúde e contará com a presença de docentes, discentes e as famílias, a fim de discutir o tema educação sexual.