O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 29/03/2020
Consoante o empresário americano Thomas Edison, a insatisfação é de caráter primordial à efetiva evolução humana, sob essa perspectiva, a sociedade brasileira, hodiernamente, apresenta descontentamento frente ao aumento das ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) entre os jovens e, por consequente, visa alterações em tal conjuntura. Outrossim, além do despreparo familiar, a injustiça secular centrada em ineficiências Estatais fomenta a permanência da problemática e, assim, inviabiliza o real progresso na nação tupiniquim. Destarte, pontua-se, a priori, que com o advento da denominada Revolução Industrial e suas consequentes inovações tenológicas, o Brasil modernizou-se, consequentemente, o máximo desenvolvimento racional foi atingido. Contudo, uma incontrovertível dualidade é produzida, visto que a criação dos produtos destinados à prevenção de potenciais infecções adquiridas no ato sexual permanece inutilizada por majoritária parcela da população juvenil brasileira. Tal caótico cenário, não raro, é resultante do escasso diálogo familiar, produto da negligenciação da temática do preservativo e sua relevância à manutenção da saúde individual, já que previne a contaminação por ISTs. Ademais, o crescente número de casos das infecções sexualmente transmissíveis entre jovens brasileiros não apenas evidencia a negligência familiar, mas também ineficiências Estatais quanto à gerência do sistema educacional vigente. Nesse contexto, é evidente o despreparo profissional, bem como a inexistência de uma didática clara e apta a transmitir, conscientemente, conhecimentos e informações imprescindíveis à vivência da sexualidade na juventude e decorrer da vida. Dessa forma, é validada a teoria da “Educação Bancária” defendida pelo filósofo Paulo Freire, visto que o processo educativo perpetuante somente deposita informações no estudante, não incitando o senso crítico e a autonomia pensante, o que contribui para a formação de jovens propensos às infecções sexualmente adquiridas na ausência do uso de preservativos, pois são desconhecedores de tal método preventivo. Assim, medidas são imprescindíveis à dissolução da problemática do aumento das ISTs entre os jovens brasileiros. A princípio, faz-se mister que o Ministério da Educação conscientize a família brasileira, mediante a realização de palestras abertas ao público e regidas por profissionais da área de saúde e sexologia, para que o núcleo familiar fundamente sua vivência no diálogo e discuta sobre o uso da camisinha. Além disso, o Estado deve destinar investimentos visando a profissionalização dos funcionários a partir de cursos periódicos e a melhora da didática por meio da realização de debates sobre a vida sexual ativa na juventude, o uso do preservativo e sua capacidade preventiva, pois, dessa forma, o ideal de evolução proposto por Thomas Edison será, finalmente, atingido no Brasil hodierno.