O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/04/2020
Segundo a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (Pcap), no ano de 2013, 21,6% dos jovens brasileiros acreditavam existir uma cura para a SIDA. Os números inferem a extrema desinformação e descaso com que são tratados as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs).
Com o passar dos anos e o trocar de gerações os perigos das relações sexuais desprotegidas foram limitados, apenas na mente do jovem, à gravidez indesejada, tornando o uso de preservativos escasso, pois a gestação pode ser prevenida por outros meios, como a pílula de cartela ou a do dia seguinte. A desinformação está fortemente presente na vida do brasileiro em diversos âmbitos, e a transmissão ou cura de DSTs não poderiam ser imunes a ela.
Por não conhecer os riscos reais e vitalícios de uma relação sexual desprotegida o brasileiro na faixa etária de quinze a vinte e quatro anos não usa tipo algum de preservativo e acaba entrando na estatística. Agem com descaso, sendo inconsequentes e aumentando os casos de DSTs entre jovens brasileiros. Mas não podemos culpa-los por não agir como deveriam, se não lhes foi dado o senso de noção que lhes era de direito. Noção de perigo, de amor próprio, de pensar e refletir antes de agir e mais importante, noção de estudar e ser bem informado a respeito da vida e seus detalhes.
Visando a diminuição dos casos de DSTs entre os jovens no Brasil, o Governo Federal deve continuar e até mesmo intensificar suas medidas atuais, como a distribuição de preservativos gratuitos, atendimentos em saúde sexual e reprodutiva gratuitos e propagandas que incentivem o uso destes serviços. Também seria de suma importância que os centros educacionais e as famílias educassem os adolescentes e os jovens a respeito dos reais e vitalícios perigos de uma DST, através de conversas francas e aulas de biologia, já previstas na BNCC, que não ignorassem esse tópico, tão fundamental para a melhora da saúde nacional.