O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 29/03/2020
De acordo com o estudioso Bordieu, cria-se no homem um ‘‘Habitus’’ que é a ‘‘interiorização da exterioridade e a exteriorização da exterioridade’’. Ou seja, o individuo absorve e reproduz de forma mecânica os valores e costumes que os cerca na sociedade. Junto a isso, tem -se entre grande parte dos jovens uma cultura de impunidade total no que diz respeito às seus atos. Dessa forma, pode-se notar um aumento de casos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) entre os que se encontram nessa faixa etária. Isso ocorre em função de uma banalização do uso de preservativos e uma ausência de reflexão crítica .
Nessa conjuntura, segundo o sociólogo Erving Goffman, a sociedade se encontra em um processo de ‘‘mortificação do Eu’’. Tal premissa se concretiza pela perda do pensamento individual, por influência de fatores coercitivos e o individuo, junta-se, à uma massa coletiva. Diante disso, criou-se uma banalização cultural do uso de preservativos, sobretudo entre os jovens, provocando um aumento de DSTs nessa faixa etária. Prova disso, estar em pesquisas da secretária da saúde, a quais apontou que foi registrado 29 mil casos novos de doenças sexualmente transmissíveis entre jovens de 20 a 29 anos.
Além disso, de acordo com o pedagogo Paulo Freire, a educação brasileira se caracteriza como “bancária’’, pois o corpo docente é acostumado à levar como verdade absoluta os discursos de seus professores, perdendo na maioria das vezes, a capacidade de reflexão crítica. Diante disso, o jovem em muitos dos casos, realiza atos sexuais desprotegidos em função de uma carência informacional que possibilite uma construção de um conhecimento crítico, no que se refere às consequências na sua saúde, trazidas pelas relações sexuais sem o uso de contraceptivos. Prova disso, estar em pesquisas divulgadas pelo site UOL, a quais apontam que 21,6% dos que estão nessa faixa etária acreditam que existe cura para aids.
Portanto, tem-se a necessidade de tomar medidas para desconstruir o " Habitus social” e possibilitar a amenização do aumento de DSTs entre jovens na sociedade brasileira. Logo, é fundamental que o ministério da saúde combata a banalização do uso de preservativos, através de campanhas publicitarias e palestras, sendo essas guiadas e conduzidas por profissionais da saúde, a fim de propagar e conscientizar a população no que se refere à importância do uso de contraceptivos e os riscos do seu desuso. Além disso, o ministério da educação junto ao da saúde combatam à ausência da reflexão crítica entre grande parte dos jovens, através de palestras e debates, conduzidos por profissionais da área, afim de informar e possibilitar a construção do conhecimento crítico no que diz respeito às consequências de não utilizar os preservativos.