O aumento de DSTs entre jovens brasileiros

Enviada em 01/04/2020

“A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.” Essa frase do escritor Oscar Wilden pode ser facilmente associada à realidade brasileira diante do aumento de DSTs entre os jovens, devido não só à negligência do Estado, que ainda permite que muitos deles não tenham acesso às informações necessárias para a garantia de sua proteção, como também à apatia por parte da população, uma vez que não tem dado a devida importância aos prejuízos que o sexo sem proteção pode causar à saúde. Nesse prisma, cabe analisar os aspectos que envolvem essa questão.

Primeiramente, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente, em torno de quatro milhões de brasileiros são infectados por DSTs. Desses, os mais atingidos são os jovens, pois não possuem conhecimento sobre o assunto. Por consequência, aumenta-se o número de infectados, onde muitos, por não conhecerem os sintomas, não sabem que estão doentes, o que pode os levar à esterilidade e até mesmo à morte. Rompe- se assim o contrato social teorizado pelo filósofo Thomas Hobbes, uma vez que o poder público não tem garantido o bem estar de todos, já que para uma vida segura, é preciso que os jovens conheçam a realidade diante desse quadro.

Outrossim, a vulgarização do assunto entre os jovens está cada vez mais presente, por fatores como a falta de receio de contrair essas doenças e por algumas DSTs possuírem tratamentos que contribuem para que os doentes vivam tranquilamente na sociedade. De acordo com a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População (PCAP), em 2013, 43,4% dos jovens entrevistados não se protegeram durante o sexo, ou seja, os jovens estão presumindo erroneamente que as DSTs são mazelas de um passado recente e que não estão mais susceptíveis a contrair as mesmas.

Portanto, tendo em vista que a formas de combater as DSTs estão em um impasse, é necessário que o Ministério da Saúde juntamente com o Ministério da Educação, criem nas escolas aulas de educação sexual para os adolescentes, por meio palestras com pessoas que tiveram ou são portadoras dessas doenças, a fim de mostrar a importância da proteção e exames periódicos para aqueles que possuem vida sexual ativa. Ademais, é imprescindível que o Ministério da Saúde também promova debates para os jovens nas escolas e universidades brasileiras, com a participação de mestres e doutores da área, por meio de palestras que tenham como objetivo oferecer educação sexual e enfatizar a importância do uso de preservativos para inibir os casos de DSTs e fazer com que os índices alarmantes da Secretaria de Saúde sejam atenuados. Assim, será possível atingir o progresso como escreveu Oscar.