O aumento de DSTs entre jovens brasileiros
Enviada em 02/04/2020
No Século XVII, o anatomista italiano Gabriele Falloppio criou um tipo de preservativo feito de linho para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Esse fato demonstra a preocupação de infecção dentre a sociedade da época, diferentemente dos dias atuais, uma vez que apesar dos avanços tecnológicos permitirem maior acesso aos modos de proteção entre os indivíduos, também propiciou a perca do medo, principalmente entres os jovens. Logo, o aumento de DST’s deve-se principalmente a ausência de uma educação sexual que acarreta na desinformação desse público e á banalização dessa problemática por eles.
A priori, segundo pesquisas feitas pelo site uol, os jovens começam a vida sexual cada vez mais cedo no Brasil comparando-os com as gerações mais antigas, isso demonstra que falar sobre sexualidade entre eles é uma realidade, entretanto isso não ocorre de maneira segura e saudável. Dessa maneira, é necessário a existência de uma educação sexual no âmbito escolar e familiar brasileiro, visto que o acesso á informações seguras acarreta não só no combate a iniciação da vida sexual precoce, como também na utilização de meios protetivos de forma correta para prevenção de gravidezes indesejadas e doenças sexualmente transmissíveis.
Além disso, a filósofa alemã Hannah Arendt, criou o termo “banalização do mal” para designar atitudes da sociedade moderna que normalizam problemas sociais e consequentemente os impedem de serem resolvidos. Isso demonstra como a normalização das IST’S pelos jovens brasileiros tem ligação com a persistência dessas doenças na sociedade, visto que a maioria das Infecções sexualmente transmissíveis conhecidas já estavam controladas, mas a perca do medo dentre essa faixa etária fez com que essas doenças retornassem e de uma forma muito mais grave.
Sendo assim, é necessário que a escola, autoridade importante para a formação intelectual e social dos indivíduos, inclua na em sua matriz curricular uma disciplina de educação sexual que atue de forma interdisciplinar com outras matérias, através de palestras e orientações com autoridades no assunto, para que os jovens tenham acesso á informações seguras e consequentemente se protejam. Também, o ministério da saúde, deve aumentar a distribuição de preservativos nas unidades do SUS ( sistema único de saúde), bem como treinar os profissionais dessa área para receber o público jovem, por meio de um “bate-papo” conscientizador na entrega dos meios de proteção, para que principalmente a população de baixa renda seja beneficiada.